Lula: “Tenho muita força política no Brasil e vou dedicá-la para eleger a Dilma”.


A realização da Copa do Mundo no Brasil, as eleições nacionais de outubro próximo, a economia e o julgamento da Ação Penal 470 (AP 470) foram alguns dos principais temas abordados pelo ex-presidente Lula nas duas vezes em que veio a público em entrevistas nesta semana. O ex-presidente falou em uma entrevista ao jornalista Kennedy Alencar no Jornal do SBT, na noite de ontem e, também, em um vídeo convocando a militância petista para centrar forças na reforma política, divulgado após a Convenção do PT, no último fim de semana.

Ao Jornal do SBT, o ex-presidente analisou a tramitação e julgamento da AP 470. “Possivelmente, esse tenha sido o processo com a maior pressão de determinados setores dos meios de comunicação da história da humanidade (…). Nunca as pessoas envolvidas num processo foram condenadas com tanta antecedência como nesse caso”, observou.

“Agora, é recontar essa história”, apontou o ex-presidente Lula. “Esses companheiros, agora, precisam conquistar o direito de andar de cabeça erguida pelas ruas deste país”, complementou.

Copa

Como não poderia deixar de fazer, o ex-presidente Lula também deu seu pitaco na seleção brasileira. Disse estar confiante na condução do técnico Luís Felipe Scolari, o Felipão, mas observou que não podemos depender apenas de Neymar. Sobre o Mundial lembrou, ainda, que ao contrário da campanha do contra, “o povo brasileiro deu uma lição” e a Copa está acontecendo.

Ele também destacou a exposição do Brasil durante o evento, ponderando que em todos os países existem problemas, mas que isso não os impede de fazer eventos, pelo contrário. “No mundo inteiro, esses eventos ajudam a resolver parte dos problemas”.

Já sobre a manifestação de hostilidade contra a presidenta Dilma, na estreia do Mundial dia 12 pp. no Estádio do Corínthians, em São Paulo, , o ex-presidente foi categórico: “Eu digo sempre que a vaia e o aplauso é só começar que acontecem. Agora, aqueles palavrões me cheirou a coisa organizada, a preconceito, a raiva demonstrada. Possivelmente a gente tenha culpa. Vou repetir: que a gente tenha culpa de não ter cuidado disso com carinho”.

Economia

Ao jornalista Kennedy Alencar, o ex-presidente Lula, falou, ainda, sobre a economia brasileira, alertando que não foi apenas o Brasil que não cresceu a contento nos últimos anos, mas também os Estados Unidos, a França, a Alemanha e até mesmo a China. “Poucos países cresceram mais do que o Brasil”, ponderou, reforçando o compromisso da presidenta Dilma na redução da inflação para o centro da meta de 4,5%.

Sobre seu papel no jogo político, o ex-presidente deixou clara a consciência que tem sobre sua importância. “Tenho muita força política no Brasil e vou dedicá-la para (re)eleger a Dilma”. Sua previsão é que a presidenta faça um 2º mandato “extraordinário”. “Vai acontecer o que aconteceu comigo”, complementou.

Campanha pela reforma política

Além da entrevista ao SBT, o ex-presidente gravou um vídeo destinado a militância, no contexto da segunda parte da campanha pela Reforma Política do PT, lançada na Convenção do partido no último fim de semana.

No vídeo, o ex-presidente enfatiza que o novo Brasil que vivemos é fruto da “elevação do nível de consciência da maioria do povo, sobretudo dos trabalhadores e excluídos”.

Ressalta, ainda, a urgência de fortalecermos os “mecanismos de participação popular na definição de políticas públicas”, bem como de garantirmos a legitimidade das instituições democráticas, diminuindo a interferência do poder econômico nas eleições. O estímulo ao interesse dos jovens e ampliação da participação feminina são também mencionados pelo líder petista.

Derrota de uma vergonha - Por Paulo Moreira Leite.


Deve-se comemorar a votação de 9 a 1 que garantiu a José Dirceu o direito de trabalhar fora da Papuda. Quem ainda não perdeu a capacidade de reconhecer o valor da liberdade e a importância da Justiça, deve sentir-se um pouco mais feliz desde ontem. Respire: há oxigênio no ar.

Não se deve exagerar nos festejos, porém. Basta recordar a derrota de José Genoino em seu pedido de prisão domiciliar para compreender isso.

Ontem, o STF garantiu o acesso de Dirceu – e de outros presos em situação semelhante – a uma jurisprudência firmada há quinze anos pelo Judiciário brasileiro. Tem garoto que poderá votar em outubro e era um bebê de colo e mamadeira quando isso já funcionava.

Os ministros não definiram uma nova garantia, nem esclareceram uma dúvida. Nada inventaram. Nada descobriram. Corrigiram uma situação vergonhosa, que estava diante do nariz do país inteiro desde 15 de novembro, quando um avião da Polícia Federal levou os prisioneiros para Brasília.

Troféu da AP 470, Dirceu ficou trancafiado na Papuda por sete meses quando tinha, desde o primeiro dia, direito a regime semi-aberto, definido no momento em que sua sentença transitou em julgado. Esse direito até foi confirmado em fevereiro, mais tarde, quando o STF concluiu que não havia provas para sustentar a condenação por quadrilha. E mesmo assim Dirceu só teve o direito assegurado ontem. Deve começar a trabalhar na segunda-feira. 

Terá tranquilidade quando sair à rua? Irá enfrentar repórteres hostis, cidadãos insuflados, a turma do VTNC? Vamos ver. A prisão injusta, o desrespeito aos direitos de um cidadão não constituem fatos isolados. Criam intolerâncias, estimulam posturas inadequadas e mesmo violentas. A historiadora Lynn Hunt explica que o espírito democrático e o respeito dos direitos humanos são uma invenção belíssima do século XVIII. Mas só funciona em sociedades onde homens e mulheres são ensinados a respeitar os direitos do outro, a sentir empatia – que é diferente de concordância – por eles. 

Ministro do governo Lula, um dos principais arquitetos do Partido dos Trabalhadores, adversário da ditadura desde os tempos de estudante da PUC paulista, Dirceu passou sete meses na condição de perseguido político.

Como foi demonstrado por Ricardo Lewandowski, e admitido de viva voz pelo presidente do tribunal, Joaquim Barbosa, Dirceu fez parte da lista de réus que teve a pena agravada artificialmente e assim foi trancafiado, como um pária, um marginal, um criminoso que representa perigo para a sociedade. Condenado por chefiar uma ex-quadrilha, foi o alvo principal das grandes aberrações do julgamento. Também era a motivação maior para denúncias que seriam risíveis, se não fossem trágicas, de contar com privilégios e regalias na cadeia.

Ao longo da AP 470, Dirceu foi o protagonista do teatro do mensalão sem que se pudesse demonstrar – juridicamente – seu papel no enredo. A teoria do domínio do fato entrou na denúncia para que pudesse ser condenado. O fatiamento da denúncia serviu para que a acusação pudesse ligar Dirceu a cada um dos réus. O desmembramento não podia ser aceito porque iria permitir a Dirceu ser julgado de acordo com a Constituição: como um réu comum, sem privilégios que, usados de forma perversa, permitiram que fosse condenado sem recurso. (Quando não foi impedido de recorrer, ganhou).

Ao recusar o direito de José Genoino cumprir sua pena sob regime domiciliar, o STF tomou uma decisão política. Poucos ministros, ao longo do processo, deixaram de pronunciar palavras bonitas para homenagear Genoino – o que ajuda a lembrar que a Justiça não precisa de sentimentalismo, nem de frases grandioloquentes, mas de firmeza em relação a princípios e direitos.

Num processo de corrupção, o sobrado onde Genoino mora com a família, comprado a prestações na Caixa Econômica, é a contra-prova de uma existência dedicada à luta honesta por suas convicções. A tentativa de criminalizar empréstimos tomados pelo PT, que ele assinou na condição de presidente da legenda, ficou desmoralizada quando a própria Polícia Federal provou que eram empréstimos autênticos, que saíram do banco para pagar despesas do partido.

Se foi absurdo condenar Genoino, em 2012, a maioria formada para negar seu pedido de prisão domiciliar, ontem, não faz bem ao STF. Mostrou que, mesmo ausente do plenário, a caminho da aposentadoria, Joaquim Barbosa e aquilo que representa — o apoio incondicional dos meios de comunicação — tem seu lugar no tribunal.

Os sucessivos laudos assinados depois que Genoino foi preso mostram que os médicos estão divididos e, sem pretender apostar na avaliação de X, Y ou Z, a prudência e o espírito de Justiça recomendam que, em dúvida, decide-se a favor do réu. Juízes tomam partido num debate médico?

Confesso que é natural ouvir juizes falarem de legislação e jurisprudência. Explicarem a constituição, a lei ordinária. Mesmo assim, não é fácil.

O próprio barroquismo da linguagem da maioria dos atestados mostra o tamanho da dúvida dos próprios doutores.

Os médicos da Câmara de Deputados produziram dois laudos. Um resumido, ótimo para ser lido na TV, desfavorável a Genoíno. Outro, completo, com ponderações que favoreciam o regime domicilar. Até a primeira junta médica montada por Joaquim Barbosa, para responder ao médico particular que examinou o prisioneiro após sua chegada a Papuda, também fez diversas ressalvas. 

Arte e ciência da vida de todos nós, a medicina não costuma ficar melhor quando é atingida por pressões políticas – como recordam estudiosos do ciclo militar, quando doutores eram convocados para assinar falsos atestados de óbito e até para examinar as condições de um prisioneiro depois da tortura.

Não. Estamos muito longe disso. O país vive outro tempo. 

Mas cabe uma lição. Neste regime democrático construído pela luta de homens e mulheres — como Dirceu e Genoino – também é preciso manter os princípios, defender direitos e entender que nenhuma conquista está assegurada por antecipação e nenhuma vitória é para sempre.

Banco Central revê projeção de crescimento para 1,6% em 2014.

O Banco Central divulgou nesta manhã seu relatório trimestral de inflação, onde apresenta a revisão de seu cenário para o restante do ano. Segundo o órgão, a economia brasileira deverá crescer 1,6% em 2014, fechando o ano com uma taxa de inflação próxima a 6,4%. Estes dados refletem uma expectativa de menor crescimento da indústria (que passou de previsão de crescimento de 1,5% para expectativa de retração de 0,4% no ano), particularmente devido ao mau desempenho dos setores de manufaturados e da construção civil. Por outro lado, a expectativa do Banco Central é de que o crescimento das exportações seja de 2,3% e das importações de apenas 0,6%, aumentando o saldo comercial e elevando a contribuição do setor externo para o crescimento em 2014. Quanto à inflação, a expectativa de alta de 6,4% ao final de 2014 está em linha com o cenário esperado pelo mercado financeiro.

O mau desempenho da indústria tornou-se a preocupação central do governo brasileiro neste ano, o que explica em parte a recente medida de apoio fiscal a diversos setores industriais anunciada pelo ministro Guido Mantega. Na realidade, a indústria sofre com a concorrência externa, o câmbio valorizado, problemas de custos produtivos (principalmente ligados à excessiva burocracia do Estado brasileiro) e com o baixo crescimento internacional, que impede nossos parceiros de comprarem produtos feitos no Brasil. Este cenário, entretanto, é similar ao dos últimos anos, sendo que a diferença em 2014 é o clima de pessimismo que tomou conta de amplas parcelas do empresariado, particularmente em razão do processo eleitoral. É razoável esperar que, passadas as eleições, o ambiente de negócios se recupere e os investimentos voltem a ser realizados, mesmo que em proporção ainda menor do que a necessária para o país voltar a crescer a taxas superiores a 4%. A plena recuperação das elevadas taxas de crescimento na economia brasileira envolvem, necessariamente, uma revisão do patamar da taxa de câmbio, a reversão do cenário internacional recessivo e uma recuperação do otimismo dos empresários, que podem ser contemplados com medidas desburocratizantes (já sob estudos no atual governo) e pela ampliação do investimento público, que tende a trazer consigo o investimento privado.

José Ricardo cobra do Estado recuperação da estação de tratamento do Proama e investimentos de proteção na área.


A colisão de um barco na estrutura da Estação de Tratamento de Água (ETA), do Programa Águas para Manaus (Proama), localizada na Ponta das Lajes, no Puraquequara (Zona Leste), deixou cerca de 300 mil pessoas sem água nas zonas Norte e Leste da cidade. Para o deputado José Ricardo Wendling (PT), esse tipo de acidente já era previsível, uma vez que a área sofre com a cheia e tem grande movimentação de embarcações. E cobrou do Governo do Estado a imediata recuperação da estrutura comprometida e urgentes investimentos de proteção (defensas) da estação de tratamento.

“Lamentamos que a população das zonas Norte e Leste, que já sofreu tanto sem água, continue sofrendo por falta de planejamento do Estado. Não investiram na prevenção, mesmo sabendo que o local tinha riscos de acidentes”, declarou o deputado, esperando que essa situação seja resolvida o mais breve possível. “Porque os técnicos do Proama ainda não falam quando será regularizado o problema da falta d’água. Enquanto isso, o povo padece sem um serviço essencial à vida”.

Waldemir José aciona novamente MPE para que Prefeitura e empresas de ônibus cumpram o contrato de concessão.


Em pleno o recesso parlamentar, o vereador Waldemir José (PT) e sua equipe voltaram a fiscalizar as estações de ônibus dos bairros Japiim, Mauazinho, Jorge Teixeira, Mutirão, Novo Aleixo e Petrópolis. Durante a atividade realizada na manhã desta quinta-feira (26), das 5h30 às 9h00, o parlamentar constatou que o sistema de transporte público da cidade está cada vez mais precário. Por isso, solicitará ao Ministério Público do Estado (MPE) a realização de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) envolvendo a Prefeitura e as empresas concessionárias de ônibus com a finalidade de que sejam cumpridas as cláusulas determinadas nos contrato de concessão. 

Nessa atividade, dezenove linhas de ônibus foram fiscalizadas, são elas: 601, 608, 610 e 612 do bairro de Petrópolis; no japiim 609, 623,004, 611 e 614; no Jorge Teixeira 680 e 677; Novo Aleixo/Mutirão 449, 447, 049,440 e no Mauazinho 711, 706, 705 e 714. 

Fazendo uma comparação entre as fiscalizações realizadas no mês de março e junho deste ano, Waldemir afirmar que nada mudou no transporte público, ao contrário, as empresas estão oferecendo à população um serviço pior. “Em todas as estações encontrei ônibus velhos, com elevadores para cadeirantes quebrados e várias cadeiras soltas. No bairro Jorge Teixeira, por exemplo, os atrasos nas saídas são constantes, o que resulta em superlotação nas paradas”, disse o parlamentar. 

Além disso, Waldemir diz que não encontrou nessas estações nenhum fiscal da Prefeitura, o que demonstra claramente o descaso da Administração Municipal com a cidade, uma vez que a fiscalização obrigará as empresas a cumprirem a quantidade da frota e os horários determinados pela Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU) para cada linha. “As empresas fazem o que querem. Não encontramos nenhum fiscal nessas estações. Falta a presença da Prefeitura cobrando das empresas o cumprimento do horário de saída. Levemos em consideração que a população paga diariamente pela utilização completa da frota e não pela metade”, pontuou o vereador. 

Diante desses fatos, mais uma vez, o vereador Waldemir José, juntamente com o deputado estadual José Ricardo e o deputado federal Francisco Praciano, todos do PT, ingressarão nesta sexta-feira (27), às 11h00, com uma representação junto ao MPE para que seja realizado um TAC obrigando a Prefeitura e as concessionárias de transporte público a cumprirem suas obrigações contratuais colocando em circulação a quantidade de ônibus, a realização das viagens estabelecidas no contrato e, sobretudo, que a fiscalização nas estações seja feita pelo município. 

Fonte: Assessoria de Comunicação

Copa do Mundo gera 1 milhão de empregos no Brasil.


Os dados vêm de um estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a pedido do Ministério do Turismo.

A Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 está gerando cerca de 1 milhão de empregos no País. O número de postos de trabalho criados pelo Mundial equivale a mais de 15% dos 4,8 milhões de empregos formais registrados ao longo do governo da presidenta Dilma Rousseff. “É um número extremamente significativo que nós estamos comemorando neste momento. É um legado humano extraordinário”, ressaltou o presidente da Embratur, Vicente Neto, durante entrevista coletiva hoje no Centro Aberto de Mídia João Saldanha, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Os dados vêm de um estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), a pedido do Ministério do Turismo. O levantamento faz a comparação entre a projeção dos impactos gerados pela Copa do Mundo e as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) sobre o histórico de janeiro de 2011 a março de 2014.

Do total de vagas de emprego relacionadas à Copa, 710 mil são fixas e 200 mil são temporários (todos com carteira assinada), segundo o presidente da Embratur. “São números significativos para qualquer comparação”, afirmou Neto. Só na cadeia do turismo, foram gerados 50 mil novos empregos em função do evento esportivo, legado que o presidente da Embratur considera bastante significativo.

Neto anunciou, durante a coletiva, outro dado positivo relativo à Copa no Brasil: a taxa de ocupação da rede hoteleira nas 12 cidades-sede na primeira semana do Mundial está 45% acima do esperado, de acordo com autoridades do setor. Até o dia 11 de junho, foram registradas 340 mil diárias, 100 mil a mais que o previsto pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB). “Os números estão superando as expectativas”, afirmou o presidente da Embratur.

De acordo com Vicente Neto, a expectativa é que a realização de grandes eventos, como a Copa, ajudem a projetar o Brasil como destino turístico de destaque no cenário internacional, impulsionando a geração de emprego e renda no País. Entre os principais impactos positivos esperados pela Copa estão os gastos de turistas durante o evento.

Como um todo, a Copa do Mundo deve somar cerca de R$ 30 bilhões à economia brasileira, segundo pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) encomendada pelo Ministério do Turismo.

Na coletiva, Vicente Neto ressaltou que o Brasil tem se destacado no cenário mundial de realização de eventos. O País subiu 10 posições no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) de 2003 a 2013, saltando da 19ª para a 9ª posição entre os países do mundo que mais recebem congressos e convenções associativas. O total de eventos realizados no Brasil neste período saltou de 62 para 315, e o número de cidades que sediaram esses encontros aumentou de 22 para 54. Essa evolução é resultado da política de descentralização na captação de eventos internacionais.

Além do presidente da Embratur, participaram do evento os professores Pedro Trengrouse, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e Lamartine da Costa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da University of East London. Eles discutiram os aspectos positivos e perspectivas críticas sobre a realização de megaeventos. “Se há um consenso entre os pesquisadores é que os megaeventos estão pagando pelo próprio sucesso”, afirmou Lamartine da Costa.

10 anos sem Brizola.


Esta semana assinala a passagem dos 10 anos – completados no último fim de semana – da morte de Leonel Brizola, um dos gigantes da política nacional, falecido em 21 de junho de 2004, aos 82 anos, após internação com problemas gástricos em um hospital no Rio.

Trajetória ímpar

Deputado estadual gaúcho e federal (pelo Rio de Janeiro), prefeito de Porto Alegre, governador de dois Estados – foi único político brasileiro a se eleger governador três vezes pelo voto direto em dois Estados, o Rio Grande do Sul (1959-1962) e o Rio de Janeiro (1983-1986 e 1991-1994) – Brizola é autor de uma trajetória ímpar iniciada no PTB pelas mãos do então presidente Getúlio Vargas.

Defensor das grandes reformas de base do Governo João Goulart, Brizola liderou em 1961 a “Campanha da Legalidade” pelo respeito à Constituição, garantindo a posse de João Goulart, enfrentando as Forças Armadas, contrárias à posse do vice-presidente após a renúncia do presidnete Jânio Quadros. Em 1964, quando do golpe cívico-militar que depôs Jango, sua voz ainda se fez ouvir em todo o país pela “Cadeia Rádio da Legalidade” denunciando o golpe militar. Ao cunhado Jango, ele propôs a resistência, mas o presidente recusou por temer que provocaria uma guerra civil.

Um dos principais líderes da resistência ao golpismo, Brizola foi eleito, em 1962, deputado federal pelo então Estado da Guanabara, com a maior votação do país. Exilado, continuou a luta no exterior e voltou ao país após a Anistia. Em 1980, fundou o seu PDT, pelo qual foi duas vezes candidato à presidência da República.

Firme em suas posições e princípios e adepto de uma boa polêmica política, sabia como ninguém ceder quando o momento o exigia. Assim, em 1998, fechou uma aliança de seu partido, o PDT, com o PT, e foi candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo então candidato Lula.

Sem medo de comprar brigas, Brizola enfrentou várias vezes os monopólios de comunicação que denunciou durante toda a vida.

STF por ampla maioria manda cumprir a lei.


Demorou sete meses e meio para que houvesse justiça e a lei pudesse ser cumprida no caso, mas na noite desta 4ª feira, por ampla maioria, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) corrigiu a injustiça praticada pelo presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, e o ex-ministro José Dirceu foi autorizado a cumprir sua sentença em regime semiaberto o que lhe possibilita, também, realizar trabalho externo.

A sessão plenária que revogou a decisão de Barbosa, monocrática (tomada sozinho) contra Dirceu, foi instalada no início da tarde e os 10 ministros votaram no início da noite. Ao todo, o plenário julgou 10 recursos, chamados de “agravos regimentais” apresentados pela defesa dos sentenciados na Ação Penal 470.

Entre estes estavam a autorização para o cumprimento da sentença de Dirceu em regime semiaberto e a consequente autorização para ele realizar trabalho externo. Após derrubar a exigência de cumprimento de 1/6 da pena, os ministros decidiram que não procediam os argumentos do ministro Joaquim Barbosa que havia negado pedido de trabalho externo, alegando que não seria correto uma oferta de trabalho por uma empresa privada, especialmente por ser um escritório de advocacia. Os ministros também entenderam por unanimidade que a oferta de emprego de José Gerardo Grossi não se trata de uma “ação entre amigos”, tampouco que o trabalho interno já desenvolvido por Dirceu na Papuda seria suficiente para negar o direito ao trabalho externo.

O plenário também votou – e rejeitou – recurso apresentado pela defesa do ex-deputado José Genoino, para que ele cumpra a sentença em regime domiciliar, em função do seu grave estado de saúde (o deputado é cardíaco, submeteu-se a uma cirurgia no meio do ano passado e seu estado agravou-se na prisão em regime fechado). Segundo o relator Luís Roberto Barroso existem outros presos que vivem a mesma situação e que, de acordo com os laudos médicos não haveria necessidade de atender ao pedido.

A defesa de José Genoino pediu a palavra e afirmou que desde sua volta ao presídio, o ex-deputado já teve crises de hipertensão e que a oscilação no índice de coagulação poderia levar a quadros graves de saúde como embolia ou hemorragia. Apesar das ressalvas, o voto do relator permaneceu por oito a dois. Barroso afirmou, no entanto, que José Genoino terá direito à progressão de pena para o regime aberto a partir do dia 24 de agosto. Determinou, ainda, à Vara de execuções penais que envie a ele, relator, no dia 25 de agosto os autos para dar encaminhamento à progressão da pena.

O plenário do STF derrubou a exigência do cumprimento de um sexto da pena para ter direito ao trabalho externo. Para tomar a decisão desta tarde/início de noite, os ministros se fundamentaram na jurisprudência firmada nos últimos 15 anos pelo STJ, que nega fundamento e legalidade ao argumento do presidente Joaquim Barbosa, de que estes sentenciados precisariam cumprir 1/6 da pena antes de terem direito ao semiaberto. Mesmo que eles nunca tenham sido condenados ao regime fechado como o imposto por JB ao ex-ministro José Dirceu.

Copa: o Brasil ganhou, a mídia perdeu - Por Luis Nassif


Já se tem o resultado parcial da Copa: reconhecimento geral - da imprensa nacional e internacional - que é uma Copa bem organizada, com estádios de futebol excepcionais, aeroportos eficientes, sistemas de segurança adequados, logística bem estruturada e a inigualável hospitalidade do povo brasileiro.

Agora, voltem algumas semanas atrás, pouco antes do início da Copa.

A imagem disseminada pela imprensa nacional - era a de um fracasso retumbante. Por uma mera questão política, lançou-se ao mundo a pior imagem possível do Brasil. O maior evento da história do país, aquele que colocou os olhos do mundo sobre o Brasil, que atraiu para cá o turismo do mundo, foi manchado por uma propaganda negativa absurda. Em vez das belezas do país, da promoção turística, do engrandecimento da alma brasileira, da capacidade de organização do país, os grupos de mídia nacionais espalharam a imagem de um país dominado pelo crime e pela corrupção, sem capacidade de engenharia para construir estádios - justo o país que construiu duas das maiores hidrelétricas do planeta -, com epidemias grassando por todos os poros.

Um dos jornais chegou a afirmar que haveria atentados na Copa, fruto de uma fantasiosa parceria entre os black blocks e o PCC. Outro informou sobre supostas epidemias de dengue em locais de jogo da Copa.

O episódio é exemplar para se mostrar a perda de rumo do jornalismo nacional, a incapacidade de separar a disputa política da noção de interesse nacional. E a falta de consideração para com seu principal produto: a notícia.

Primeiro, cria-se o clima do fracasso.

Criado o consenso, abre-se espaço para toda sorte de oportunismos. É o ex-jogador dizendo-se envergonhado da Copa, é a ex-apresentadora de TV dizendo que viajará na Copa para não passar vergonha.

Tome-se o caso da suposta corrupção da Copa. O que define a maior ou menor corrupção é a capacidade de organização dos órgãos de controle. O insuspeito Ministério Público Federal (MPF) montou um Grupo de Trabalho para fiscalizar cada ato da Copa, juntamente com o Tribunal de Contas da União e a Controladoria Geral da União. O GT do MPF tornou-se um case, por ter permitido economia de quase meio bilhão de reais.

Antes da hora, é fácil afirmar que um estádio não vai ficar pronto, que um aeroporto não dará conta do movimento, que epidemias de dengue (no inverno) atingirão a todos, que os turistas serão assaltados e mortos. Fácil porque são apostas, que não têm como ser conferidas antecipadamente.

Quando o senhor fato se apresenta, todos esses factóides viram pó.

A boa organização da Copa não é uma vitória individual do governo ou da presidente Dilma Rousseff. É de milhares de pessoas, técnicos federais, estaduais e municipais, consultores, membros dos diversos poderes, especialistas em segurança, trânsito, empresas de engenharia, companhias de turismo, hotelaria.

E tudo isso foi jogado no lixo por grupos de mídia, justamente os maiores beneficiários. Eram eles o foco principal de campanhas publicitárias bilionárias, sem terem investido um centavo nas obras. Pelo contrário, jogando diuturnamente contra o sucesso da competição e contra qualquer sentimento de autoestima nacional.

Depósito de gás explode em fábrica da Moto Honda em Manaus.

incidente ocorreu durante operações de manutenção na fábrica, que concedeu férias coletivas a seus trabalhadores em 12 de junho -  foto: Ione Moreno

Uma explosão ocorreu em um dos depósitos de gás da fábrica da Moto Honda em Manaus, no final da tarde desta quarta-feira (25), quando equipes da fábrica efetuavam operações de manutenção na planta.

O incidente, segundo a assessoria de imprensa da montadora japonesa em Manaus, não deixou vítimas ou causou maiores danos materiais, já que as chamas foram controladas pela brigada de incêndio da companhia. Nem o Corpo de Bombeiros, nem a Polícia Militar foram acionados para atender a ocorrência.

Outro fator que contribuiu para evitar eventuais perdas humanas foi o fato de que, no momento da explosão, apenas 5% dos quadros da unidade encontravam-se trabalhando, já que a Moto Honda concedeu férias coletivas no dia 12 de junho.

Segundo a assessoria, maiores detalhes sobre incidente só deverão ser divulgados posteriormente.

Fonte: http://www.emtempo.com.br/deposito-de-gas-explode-em-fabrica-da-moto-honda-em-manaus-mas-nao-deixa-vitimas/

Fumaça em Manaus neste domingo (13)

    Moradores de diferentes bairros de Manaus relataram a presença de fumaça e forte cheiro de queimado entre a noite deste sábado (12) e a ...