PROJETO “LER PARA CRESCER” INICIA ATIVIDADE TEATRAL NA UEA


O Instituto Ler para Crescer, juntamente com o curso de Teatro da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), desenvolve desde outubro de 2013, aulas de teatro com crianças e adolescentes do bairro Colônia Antônio Aleixo, atendidas pelo Instituto Ler para Crescer. Foram envolvidas aproximadamente 50 (cinquenta) crianças e adolescentes, seguidos por 20 (vinte) alunos da universidade, todas as quartas-feiras, das 15 às 17h, na própria comunidade. O projeto envolve, de um lado, o desenvolvimento da prática pedagógica teatral pelos universitários e, de outro, a realização de exercícios teatrais e circenses com os pequenos, culminando com o ensaio da peça “Os saltimbancos”, sob a coordenação da professora Amanda Ayres.

Para o ano de 2014, dando continuidade à parceria, será realizado o projeto “Ler para Crescer na UEA”. Nesta nova etapa, as crianças e adolescentes irão até a universidade para participar dos encontros teatrais com alunos e professores do curso de Teatro. Os encontros serão todas as sextas-feiras, das 16 às 18 horas.

O projeto visa promover o intercâmbio entre crianças e adolescentes do Instituto Ler para Crescer com os professores e estudantes de Teatro da Universidade do Estado do Amazonas-UEA com o intuito de sensibilizar a educação estética e sensível com crianças e adolescentes em situação de risco social; oportunizar o acesso na prática e a recepção teatral para as crianças e adolescentes envolvidos no projeto; dar acesso aos princípios técnicos básicos da linguagem teatral; possibilitar o intercâmbio de conhecimentos entre a comunidade de periferia e a Universidade; ampliar a visão de mundo e oferecer novas oportunidades a partir de um olhar artístico e poético da vida.

Outra novidade que envolve a parceria da UEA e o Instituto Ler para Crescer em 2014 é que, além das crianças e adolescentes atendidos pelo instituto na Colônia Antônio Aleixo, o projeto também envolverá 20 (vinte) adolescentes do projeto na Colônia Terra Novas que, no ano de 2013, tiveram atividades de teatro com professor Iran Lamego, da Associação Teatro de Periferia. Além disso, o projeto envolverá mais alunos, num total de 50 (cinquenta).

Fonte: Amanda Ayres

Waldemir aciona MPE para que a Prefeitura cumpra Lei Federal na implantação do Plano Municipal de Saneamento Básico


Diante do processo ilegal e incompleto de elaboração e implantação do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) que trata somente dos vetores água potável e esgotamento sanitário da cidade de Manaus, o vereador Waldemir José (PT), anunciou na manhã desta quarta-feira (2), durante a Sessão Plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que solicitará ao Ministério Público do Estado (MPE/AM), por meio de representação, as devidas providências para obrigar a Prefeitura a estabelecer o plano conforme determina a Lei Federal N.11.445/2007.

De acordo com essa Lei Federal, para efetivação do PMSB é obrigatório a participação efetiva da população local nas audiências públicas e também deve conter no plano itens sobre a limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, bem como a drenagem e manejos das águas pluviais. 

Para Waldemir José, o PMSB proposto pela Prefeitura está incompleto e ineficiente, uma vez que não trata de todos os segmentos previstos na Lei Federal. “Se não tiver todos esses itens não será um verdadeiro Plano de Saneamento Básico. Considero isso um arremedo de projeto”, afirmou o parlamentar criticando, também, a metodologia utilizada para divulgação das audiências, tendo em vista a não participação da população no debate sobre esse plano, realizado pela Prefeitura na manhã desta quarta-feira.

Além do mais, conforme opinião do vereador, a Prefeitura está anulando o papel do Legislativo Municipal, quando resolve executar essa medida por meio de Decreto Municipal, sem consultar a Câmara. “Essa Casa Legislativa tem o dever se debruçar sobre esse plano, mas está sendo impedida de contribuir com o tema pelo Poder Executivo Municipal”, disse Waldemir.

Portanto, o petista afirma que irá ao MPE solicitar medidas para que a Prefeitura reveja a forma de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico. 

Fonte: Assessoria de Comunicação

Forte terremoto atinge Chile e gera alerta de tsunami na costa da América Latina

Incêndio em restaurante no Chile (Getty)

Um forte terremoto atingiu a costa do norte do Chile na última terça-feira, às 19h46 do horário de Brasília, e gerou um alerta de tsunami para toda a costa do Oceano Pacífico na América Latina.

Com 8,2 graus de magnitude, foi o mais poderoso registrado nos últimos dois anos no país. O tremor durou dois minutos. Segundo autoridades, duas pessoas morreram e três estão seriamente feridas.

Seu epicentro foi a 86 quilômetros a noroeste da região de mineração de Iquique e a dez quilômetros de profundidade.

O terremoto foi considerado raso, porque ocorreu a 20 quilômetros, de acordo com o serviço de monitoramento geológico dos Estados Unidos.
Evacuação

O governo ordenou que as áreas costeiras do norte do país fossem evacuadas por causa de um risco de tsunami.

Ondas de até dois metros de altura começaram a chegar à costa do país 45minutos depois do terremoto.

Segundo um comunicado oficial, o tsunami é formado por uma série de ondas de alturas variadas e alcançará do norte ao sul do país até às 4h da manhã.

O alerta será mantido até pelo menos às 5h da manhã, disseram as autoridades chilenas.
Outros tremores

Outros sete tremores com magnitudes de até 5,4 graus foram registrados no norte do Chile após o terremoto principal, informa a colaboradora da BBC Mundo, Paula Molina.

Segundo autoridades do país, a cidade de Arica ficou sem energia, deslizamentos de terra bloquearam estradas e incêndios foram registrados em Iquique.

Cerca de 300 prisioneiros tiraram vantagem da situação e fugiram de uma prisão em Iquique, segundo o ministro do Interior, Rodrigo Penailillo.


Situado numa área conhecida como Cinturão de Fogo do Pacífico, onde ocorrem 80% dos terremotos do mundo, o Chile é um país onde atividades sísmicas são frequentes.

A região já estava em alerta por vinha passando por uma série de terremotos de intensidade média nas últimas semanas.

Em março, uma evacuação já havia sido ordenada depois que um terremoto com 6,7 graus de magnitude atingiu a mesma região do país e 100 mil pessoas tiveram que deixar a área.

Em 2010, um terremoto de 8,8 graus de magnitude foi seguido por uma tsunami que gerou grande destruição em várias cidades costeiras do país.

Na ocasião, 524 pessoas morreram e 800 mil ficaram feridas. Ao final, foi contabilizado um prejuízo de US$ 30 milhões.

Em 1960, uma área no sul do país foi atingida por um terremoto de 9,5 graus de magnitude, o que causou 1.655 mortes e uma tsunami que atingiu o Japão e o Havaí.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/04/140331_terremoto_chile_rb_mdb.shtml

Graça Figueiredo é eleita presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas

 desembargadora Maria das Graça Figueiredo concorreu para todos os cargos em disputa

A desembargadora Maria das Graças Pessôa Figueiredo foi eleita presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), para o biênio 2014/2016, por sete votos na sessão do Tribunal Pleno desta terça-feira (1º), no Plenário Desembargador Ataliba David Antônio, no térreo do edifício Arnoldo Péres, bairro do Aleixo, zona centro-sul de Manaus. 

Aristóteles Thury e Flávio Pascarelli assumirão os cargos de vice-presidente e corregedor-geral, respectivamente. A posse está prevista para o dia 4 de julho. A sequência de votação aconteceu para presidência; vice-presidência e, por último, Corregedoria.

A desembargadora foi a única que concorreu para todos os cargos em disputa. Graça Figueiredo, Domingos Chalub e Yedo Simões concorreram à vaga para presidente da Corte. Graça Figueiredo obteve sete dos 19 votos. O desembargador Yedo Simões de Oliveira obteve seis votos, mesma votação do desembargador Domingos Jorge Chalub Pereira. 

Aristóteles Thury e Encarnação das Graças Sampaio Salgado estavam na disputa para a vaga de vice-presidente junto com Graça, enquanto o cargo de corregedor foi disputado por Graça Figueiredo, Flávio Pascarelli e Paulo Lima.

A desembargadora é a segunda mulher a ocupar o posto máximo do Judiciário amazonense. "Agradeço a Deus sempre. Peço a meus colegas desembargadores que possamos trabalhar com a certeza de um novo biênio", disse Graça Figueiredo após a eleição. "Que a nossa meta seja sempre a busca da Justiça e somente a Justiça".

Graça também falou que seus objetivos como nova presidente: " Minha meta junto com meus colegas desembargadores é de acelerar os processos que tramitam hoje no tribunal para sanar a morosidade que há atualmente. É imprescindível que haja comunicação para que haja êxito", afirmou ela. 

De acordo com o Thury o trabalho, juntamente com a nova presidente, será feito com para melhoria dos trabalhos jurisdicionais: " O Tribunal de Justiça já evoluiu bastante com a informatização dos processos, por isso o meu trabalho agora será de auxílio com a Presidente para que possamos realizar melhoria em trabalho jurisdicionais para cumprir as metas do conselho nacional de Justiça (CNJ) " falou.

O novo corregedor do Flávio Pascarelli , explicou que a lentidão na justiça é um fato histórico que ocorre não somente no Amazonas: "Se você pesquisar, em todo o mundo existem pedidos de reforma processual por causa da morosidade presente nos processos, no entanto podemos amenizar a nossa situação dialogando com os juízes como fizemos no Tribunal Eleitoral" disse o atual presidente Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM).

Pascarelli ainda falou sobre a dificuldade cumprir as metas exigidas pelo CNJ: " A cobrança do conselho é constante, por isso cabe a corregedoria fazer o acompanhamento dos juízes, mas esses as metas são difíceis de atingir. Por exemplo uma das dificuldades são a falta de juízes no interior, além disso temos juízes que representam mais de uma comarca em interiores e ainda possuem trabalho na vara da capital. o que torna quase impossível o trabalho de excelência".

Fonte: http://www.d24am.com/noticias/politica/graca-figueiredo-e-eleita-presidente-do-tribunal-de-justica-do-amazonas/109353

Valesca Popozuda e Daniela Mercury entram para a campanha "Eu Não Mereço Ser Estuprada"

Valesca Popozuda entra na campanha contra o estupro e posta foto nua.
Valesca Popozuda
Valesca Popozuda também entrou na campanha contra o estupro que acontece nas redes sociais desde a última sexta-feira, 28. A funkeira, famosa pelo hit "Beijinho no Ombro", postou no Facebook uma foto em que aparece nua segurando apenas um taco de beisebol. A foto traz também uma mensagem: "De saia longa ou pelada, não mereço se estuprada".

Foto: Daniela Mercury e Valesca Popozuda postam fotos para apoiar o movimento 'Não Mereço Ser Estuprada'. Vem ver --> http://bit.ly/O8BTNx
Quem também aderiu ao movimento foi a cantora Daniela Mercury.
Na quarta-feira, 26, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou uma pesquisa que revela que 65% dos brasileiros acham que mulheres que usam roupas curtas merecem ser atacadas.

Nana Queiroz
Após a divulgação do estudo, a jornalista Nana Queiroz, de 28 anos, convocou um protesto pelas redes sociais em que mulheres postaram fotos nuas ou seminuas com a hashtag #EuNãoMereçoSerEstuprada. Ela chegou a ser ameaçada depois de dar início ao protesto.

Dono da Tercom doou dinheiro para a campanha de Arthur

O prefeito Arthur Virgílio Neto acomoda na Prefeitura de Manaus com contratos milionários quatro empresas que doaram dinheiro para a campanha dele (Foto Arlesson Sicsú/Semcom)
O prefeito Arthur Virgílio Neto acomoda na Prefeitura de Manaus com contratos milionários quatro empresas que doaram dinheiro para a campanha dele.

O dono da empresa Tercom Terraplanagem Ltda., Flávio Souza dos Santos Filho, se aproximou do prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB) muito antes de ele assumir o cargo, ainda na campanha eleitoral. Ele doou para a campanha do tucano em Manaus R$ 5.765,00. O valor está na média dos doadores pessoas físicas.

A Tercom é a empresas proprietária do caminhão-caçamba envolvida no acidente que matou 16 pessoas na sexta-feria (28/03), na Avenida Djalma Batista, na zona centro-sul de Manaus. O veículo bateu de frente com um micro-ônibus depois de invadir a pista na contramão. A empresa também foi denunciada na Operação Vorax e em uma ação do Ministério Público contra o ex-prefeito de Parintins Frank Luiz da Cunha Garcia, o Bi Garcia, irmão da primeira-dama do município de Manaus, Goreth Garcia Ribeiro.

Depois que Arthur assumiu a prefeitura de Manaus, a Tercom Terraplanagem Ltda. foi contratada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) para realizar obras de recapeamento asfáltico nas ruas de Manaus, mas o nome dela não aparecia, ate o acidente de com o micro-ônibus na sexta-feira. O que aparecia no contrato de R$ 40,87 milhões era o Consórcio Manaus Etacom, vencedor do Lote 1 (que compreende as avenidas Djalma Batista, Dom Pedro, Loris Cordovil, nas zonas centro-sul e oeste de Manaus) das obras de recapeamento de ruas.

A Tercom e o empresário Flávio Santos Filho, conhecido no meio empresarial como Flavinho, foram denunciados pelo Ministério Público Federal a Operação Vorax, que desarticulou uma quadrilha que atuava na Prefeitura de Coari, segundo o MPF e a Polícia Federal, que investigaram a gestão do prefeito Adail Pinheiro entre 2004 e 2007. Na denúncia, oferecida pela Procuradoria da República no Amazonas em julho de 2008, os procuradores sustentam que a Tercom fraudava licitações, junto com servidores da Prefeitura de Coari. Durante o período investigado, a Tercom e a Prefeitura de Coari celebraram contratos para a coleta de lixo e aluguel de máquinas pesadas para terraplanagem que somaram R$ 9,8 milhões entre 2005 e 2007.

“(…) membros da Administração Pública Municipal, notadamente José Freite de Souza Lobo e Paulo Emílio Bonilla Lemos, impediam que empresários não associados à quadrilha tivessem acesso ao edital de licitação. Restringindo a participação de interessados, o processo de licitação era então montado na Secretaria de Obras em nome de uma das empresas “parceiras”, justamente o caso da Tercom Terraplanagem Ltda.”, diz a denúncia do MPF.

O processo da Operação Vorax ainda não foi julgado na Justiça Federal, e atualmente está sob segredo de Justiça. Em janeiro deste ano, o MPF pediu a condenação de 25 réus, nas alegações finais, mas não divulgou os nomes.

Caso de Parintins

Em Parintins, a empesa atuava na coleta de lixo, mas o que chamou a atenção do Ministério Público Estadual foi um contrato sem licitação para a recuperação de ruas de bairros na sede do município. De acordo com o promotor Fábio Monteiro, que coordenou as investigações, a prefeitura alegou emergência para contratar a Tercom sem licitação, pela proximidade do Festival Folclórico de Parintins, mas as obras só começaram a ser feitas depois do festival. No entanto, antes de realizar os serviços a empresa começou a receber o pagamento.

A denúncia contra o ex-prefeito Bi Garcia, Flavinho e outros dois secretários da prefeitura à época, foi apresentada ao Tribunal de Justiça do Amazonas, quando Bi Garcia ainda era prefeito e gozava de foro privilegiado. Com a saída dele, o processo foi encaminhado para a primeira instância, e agora tramita na Comarca de Parintins.

Outras empresas doadoras

A Tercom Terraplanagem Ltda. é a quarta empresa que doou dinheiro para a campanha de Arthur Neto e que fecharam contrato com o município na gestão do atual prefeito. O ATUAL já havia publicado reportagem, em dezembro do ano passado, sobre outras três empresas que tinham contratos milionários com a Prefeitura de Manaus: a Construtora Soma Ltda., a IZA Construções e Comércio Ltda. e a Construtora Almeida Ltda.


A Iza Construções é outra empresa denunciada na Operação Vorax por fazer parte do esquema de fraude em obras na Prefeitura de Coari. “O presente esquema de fraude em obras públicas tem a Iza Construções e Comércio Ltda. como a principal empresa participante”, diz a denúncia do MPF. Mais adiante, os procuradores escrevem: “Com o material apreendido na Comissão Permanente de Licitações e na Secretaria de Obras, foram elaborados os laudos constantes às fls. 1.580/1.681 e 1.685 a 1.697 do Volume 07 do Apenso XVI do IPL 413/2004, em que as provas de montagem das licitações foram fartamente indicadas licitação por licitação. Nestes documentos, o nome da Iza Construções aparece em incontáveis certames fraudulentos”.

A Iza doou R$ 50 mil para a campanha de Arthur Neto e, no ano passado, fechou contrato com a Prefeitura de Manaus no valor de R$ 13,9 milhões para fornecer asfalto.

A Construtora Soma foi a que mais doou e a que mais tem contrato com o município de Manaus. Ela injetou na campanha tucana em Manaus R$ 500 mil (R$ 450 mil para o comitê financeiro e R$ 50 mil para o candidato Arthur). No ao passado, a empresa fechou três contratos que somam R$ 118,2 milhões.

A Construtora Almeida Ltda. foi contratada para fazer reforma nos terminais de ônibus de Manaus, por R$ 2 milhões. Ela também doou R$ 50 mil para a campanha de Arthur (duas doações de R$ 25 mil).


O que diz a prefeitura

Em duas ocasiões em que a reportagem do ATUAL questionou a Prefeitura de Manaus pelos contratos com empresas que doaram recursos para a campanha do prefeito, a resposta foi a mesma: “elas participaram do processo de licitação e venceram”. Os contratos de doadores de campanha é mera coincidência, na avaliação dos gestores municipais.

Para o presidente do O Instituto Amazönico da Cidadania (IACi), Hamilton Leão, essas “relações” das empresas com o poder público precisam ser investigadas pelos órgãos de controle.

Ele também afirma que, passada a comoção do acidente que vitimou 16 pessoas, tudo precisa ser apurado para que a verdade venha à tona. “Não apenas a empresa proprietária do ônibus, mas o próprio sistema de transporte coletivo precisa ser investigado. Não pode ficar só no silêncio da comoção”, disse Leão.

Fonte: http://amazonasatual.com.br/destaques/dono-da-tercom-doou-dinheiro-para-a-campanha-de-arthur-em-2012/

José Ricardo insiste na instalação da CPI da pedofilia


O deputado José Ricardo apresentou hoje (1º) um memorando à mesa diretora solicitando que seja reavaliado pelos líderes partidários da Casa o pedido instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, já que a decisão de postergar os trabalhos da comissão para depois de eleição foi meramente política. No último dia 12, em reunião com 21 parlamentares dos 24 deputados estaduais, foi decido por maioria, (nove a 12), que a CPI seria instalada após a eleição. Porém, o regimento determina o prazo de 120 dias para a realização das investigações, ou seja, não deverá ter tempo hábil para os trabalhos.

“Insistimos mais uma vez, para que seja instalado a CPI, porque não há nada que impeça o início dos trabalhos da comissão, o pedido de instalação cumpre todos os requisitos exigidos pelo regimento. O que ocorreu na reunião que a protelou, foi apenas político. A Assembleia não pode fazer de conta que não é o seu papel. Até quando esta Casa vai permanecer calada?”, criticou.

Diante das várias denúncias veiculadas pela imprensa nacional, com provas contundentes (vídeos, gravações) do envolvimento de autoridades e empresários em prostituição de menores de idade, ele ressaltou que é crescente na população a sensação de impunidade e revolta com as instituições de Poder, que tem tratado de forma morosa estes casos. 

O Fórum Permanente das Mulheres de Manaus (FPMM) esteve na ALE em apoio a instalação da CPI, e entregou ao presidente do Poder Legislativo uma carta de repúdio ao feminicídio ou assassinato de mulheres. Uma das representantes do movimento, Maria Glaucia,da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica da OAB-AM, afirmou que o que se pede é somente atitude dos poderes constituídos do Estado. “Essas meninas tem a vida, a alma dilacerada, pelos abusos sexuais sofridos por aqueles que deveriam protegê-las, autoridades, pais, tios. Não vamos silenciar, tem de ser feito justiça mesmo que seja para cortar a própria carne”, disse.

O memorando proposto pelo deputado José Ricardo foi subscrito ainda, pelos deputados estaduais: Luiz Castro (PPS), Chico Preto (PMN), Marcelo Ramos (PSB), Conceição Sampaio (PP), Adjuto Afonso (PP). A deputada estadual Vera Castelo Branco (PTB) informou, por meio de sua assessoria, que irá assinar o documento.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Em Uberlândia, 60 mil crianças receberão alimentos da Reforma Agrária


Escolas municipais de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, começaram a receber alimentos para a merenda escolar produzidos por 21 famílias dos projetos de assentamentos Emiliano Zapata e Canudos, criados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A aquisição dos produtos dos assentados pela prefeitura municipal está sendo feita por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), em um contrato que soma R$ 350 mil.

Foram entregues, nos últimos dias, no centro de distribuição da agricultura familiar da prefeitura, seis toneladas de produtos entre couve, berinjela, cheiro-verde, limão e melancia. De acordo com o contrato, ao longo do ano estão previstas entregas no total de 113 toneladas e 77 mil maços incluindo acelga e brócolis. Os hortifrutigranjeiros vão compor a merenda escolar de quase 60 mil crianças da rede municipal de ensino.

De acordo com o presidente da Associação Camponesa de Produção da Reforma Agrária do Município de Uberlândia (Acampra), Juarez Moura, os valores recebidos devem aumentar em 70% a renda de cada família, que pode superar os R$ 2,5 mil/mês. Com a garantia de fornecimento, podemos planejar a produção do assentamento , ressalta.

Para o agricultor, a satisfação é maior pelo destino dos produtos. São crianças que irão comer esses alimentos, inclusive as minhas duas filhas, um público que precisa, o que nos dá ainda mais felicidade , observa.

Com a Lei 11.957/2009, 30% dos recursos destinados à alimentação escolar devem ser destinados à aquisição direta de produtos da agricultura familiar, medida que estimula o desenvolvimento econômico e sustentável das comunidades.

Fonte: Ascom/MDA

“Ditadura selou aliança entre latifúndio e burguesia industrial”, afirma professora

Boias_Frias01
Caio Sarack, Carta Maior

Segundo Larissa Mies Bombardi, professora de Geografia da USP, o período de 1964-85 serviu para concentrar ainda mais a estrutura fundiária brasileira.

A ditadura civil-militar foi responsável por cimentar relações que antes do golpe tinham de se ajustar uma a outra para poderem conviver. Em última medida, o período de 1964 até 1985 serviu para que interesses antes disputados por grupos de poder antagônicos tomassem corpo numa frente ampla: é o caso da aliança entre latifundiários e burguesia industrial na exploração da mão de obra no campo.

Conforme afirma Larissa Mies Bombardi, doutora pela USP em Geografia Humana e Agrária, esse pacto apoiou-se “a partir de incentivos fiscais que os grandes capitalistas obtiveram para ocupar produtivamente as terras da Amazônia. Isso determinou que capitalistas se tornassem também grandes latifundiários”.

É justamente esse cenário que acelerou os processos de expulsão dos camponeses de maneira violenta. “Agora temos Bradesco, Shell e outras arrendando terras no campo brasileiro”, completa Larissa.

Ainda de acordo com a professora, essa nova conformação da ditadura já era prenunciada no período que a antecedeu: em 1959, o então secretário da agricultura do Estado de São Paulo, Carvalho Pinto, mostra que a modernização e o desenvolvimentismo podem sim tomar para si a pasta da Reforma Agrária.

O referido ano sendo também o da Revolução Cubana, faz com que o desenvolvimentismo capitalista assuma certos problemas e tente dar a eles direções que lhe agradam. Em sua dissertação de mestrado, o livro publicado pela editora Annablume O bairro reforma agrária e o processo de territorialização camponesa, a professora reproduz texto do secretário:


“Da experiência cubana, aproveite-se a sua lição histórica. Se os seus resultados não são encorajadores, é preciso que os latifundiários de outras regiões não permaneçam irredutíveis ao progresso, como seus colegas da ilha. Se permanecerem cegos à realidade dos tempos modernos, deixarão suas nações diante da trágica opção de terem de escolher entre sucumbir asfixiada pela estagnação ou morrer vitimadas pela revolução social.”

O texto foi publicado em 1963, três anos depois de uma lei estadual de Revisão Agrária de 1960 que estabelece “normas de estímulo à exploração racional e econômica da propriedade rural”. A prática da agricultura extensiva estava atravancando o desenvolvimento capitalista brasileiro; as terras improdutivas ou pouco produtivas do grande latifúndio foram aos trancos dando lugar à expansão do capitalismo de produção.

O caminho de reprodução do próprio capitalismo precisaria encontrar outra medida para se assegurar: “no processo de mundialização da economia brasileira, a estrutura fundiária, que historicamente sempre foi concentrada, passou a se concentrar ainda mais no período militar”, afirma a professora.

Por que algumas pessoas têm saudade dos tempos dos militares? - por Paulo Nogueira

Cid_Moreira01_Chapelen

Você pode se perguntar: por que algumas pessoas evocam, saudosas, a ditadura militar? É como se aqueles tempos, para elas, fossem dourados – sem violência nas ruas, sem crime, sem corrupção.

A resposta é simples.

O mundo que chegava aos brasileiros pela mídia – e o papel dominante da Globo deve ser destacado – era de mentira. As coisas ruins não eram noticiadas. E então as pessoas menos politizadas tinham uma falsa impressão de paraíso na terra, quando era, na verdade, o inverso.

Nos papéis de Geisel, reunidos num livro sobre o qual falei algumas vezes aqui no DCM, você encontra Roberto Marinho se declarando “o mais fiel aliado dos generais” para pedir mais e novos favores.

Ser aliado era: produzir um noticiário que era uma lavagem cerebral. Pela Globo, tudo era uma beleza no Brasil. No resto da mídia, submetida a censura e com donos favoráveis à ditadura, não era muito diferente.

Editar é escolher o que você vai mostrar ao público ou não, e assim a mídia construiu um falso Brasil sob os generais.

Com a volta da democracia, o cenário mudou. E ninguém mais que a Globo. Quando Brizola governou o Rio, o foco era inteiramente nas más notícias, reais ou fabricadas. Este padrão permanece até hoje.

Se as companhias de mídia apoiam um governo, os problemas são deixados de lado. A compra de votos no Congresso para permitir um segundo mandato a FHC jamais foi coberta devidamente, por exemplo.

No extremo oposto, o “mensalão” foi o que se viu: uma orgia. Na ditadura, não havia o contraponto da internet, o que dava à mídia corporativa o monopólio da informação que chegava ao público. E essa informação era viciada.

De certa forma, os nostálgicos do regime militar são vítimas. Foram massacrados por mentiras que, em sua ingenuidade, em seu avassalador analfabetismo político, tomaram por verdades.

Você só entende a mente tumultuada delas se entender a manipulação a que a mídia, Globo à frente, as submeteu a cada dia, a cada hora, a cada minuto.

Terremoto no Japão de 7,1 na ecala de Richter.

O terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão terça-feira, dia 28, causando forte explosão em shoppng cerca de uma hora após os tremor...