Brasil é líder na redução da pobreza, diz presidente do Banco Mundial

Lamentável, mas continuamos naquela situação em que precisa vir alguém de fora para fazer justiça ao governo da presidenta Dilma Rousseff e aos dois mandatos de seu antecessor, o presidente Lula. Aqui, o que se vê é toda imprensa na oposição aos 10 anos de governos deles.

O que vemos são notícias dirigidas e alarmistas, em geral pessimistas, um coro só, um pensamento único. Por isso é bom ver alguém de fora fazer justiça e, principalmente, afastar o pessimismo, como faz agora, em visita ao Brasil, o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim. Ele afirmou que a instituição que dirige está confiante no crescimento do país e acompanha com especial atenção o andamento dos programas sociais implementados pelo governo.

O Banco Mundial, segundo seu presidente, estima que a economia brasileira crescerá 3,5% este ano. Em 2012, cresceu 0,9%, mas Kim foi justo ao reconhecer que boa parte da desaceleração vista no ano passado pode ser creditada a fatores externos, como a queda na demanda internacional.

Crescimento baixo do PIB se deve muito à crise global

"Entendemos o desapontamento, mas há muito de fator externo. Achamos que os investimentos feitos agora vão sedimentar o caminho do crescimento", disse. O executivo afirmou que o governo brasileiro conseguiu implantar o "Santo Graal" no país com investimentos que unem bem-estar social, educação e saúde, por meio de programas como o Bolsa Família e Brasil Sem Miséria. Segundo Kim, o Brasil serve de argumento para o Banco Mundial insistir em sua mensagem de que é preciso investir no longo prazo e no que classifica como "capital humano".

"O sucesso do Brasil é crucial para o sucesso do Banco Mundial. Sabemos que crescimento sem inclusão social pode criar instabilidade, como mostrou a Primavera Árabe. Estes programas (sociais do governo brasileiro) ligam os três setores (bem-estar social, educação e saúde) e investem em capital humano para dar a base para o crescimento econômico. É algo extremamente difícil de fazer e o compromisso deste governo para consegui-lo tem sido extremamente impressionante", afirmou.

No mesmo momento em que Kim dava a sua entrevista, autoridades brasileiras e do banco anunciavam que o Programa Brasil Sem Miséria vai servir de base para o Banco Mundial e os países parceiros implantarem políticas públicas. No Palácio do Itamaraty, elas lançaram o programa Iniciativa de Conhecimento e Inovação para a Redução da Pobreza, que vai disseminar experiências como a brasileira em âmbito internacional. Sua execução envolve parceria entre o banco, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e o Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (IPEA), além do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento,

Brasil é líder global na redução da pobreza

O presidente Jim Yong Kim destacou que a iniciativa é um reconhecimento do Brasil como um líder global na redução da pobreza e da desigualdade. Kim destacou ainda que o percentual de pessoas na extrema pobreza no país caiu de aproximadamente 20%, no início da década de 1990, para cerca de 7% nos últimos anos.

“O estabelecimento e a expansão de programas sociais robustos, incluindo o mundialmente conhecido Bolsa Família, também exercem uma influência fundamental e ajudaram não apenas a fornecer uma rede de proteção social, mas estimularam um comportamento positivo como as visitas das mães aos postos de saúde, para receber assistência pré-natal, e a frequência escolar de crianças das famílias que recebem transferências condicionais de renda”, disse.


Tereza CampelloA ministra do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), Tereza Campello, assinalou que a experiência do Bolsa Família está servindo de base de políticas públicas para superação da extrema pobreza no mundo, que já contemplam e envolvem atualmente a participação de mais de 50 milhões de pessoas.

“O Bolsa Família é hoje a base do Brasil sem Miséria. Com o Bolsa pudemos superar a pobreza e hoje podemos afirmar que o fim da miséria é só um começo. Queremos garantir o fim da miséria do ponto de vista monetário, mas queremos principalmente garantir melhoria das condições de vida e oportunidades de inclusão econômica para a população pobre”, destacou a ministra.

Aproveito para recomendar a entrevista que a ministra Tereza Campello deu à revista IstoÉ desta semana. Ela lembra que "os pobres enfrentam uma barreira invisível, que é a história de sua exclusão. Muitas vezes, auxiliamos mães e pais que poderão ajudar seus filhos a progredir, mas não poderão superar a própria condição".

José Ricardo cobra do Governo do Estado cumprimento de direitos aos professores

Ao informar que os professores da rede estadual de ensino estavam realizando manifestação em frente à sede do Governo do Estado, reivindicando melhorias para a categoria, o deputado José Ricardo Wendling (PT) cobrou mais uma vez do governador o cumprimento dos direitos dos educadores, como completa implantação da Hora de Trabalho Pedagógica (HTP), pagamento de vale-alimentação, vale-transporte e plano de saúde e reajuste salarial acima da inflação. “Como conseqüência dessa lamentável situação, os professores trabalham insatisfeitos numa função tão importante, preocupados com o seu sustento, o que acaba refletindo na qualidade do ensino. O Governo tem uma grande dívida com esses profissionais”.

Ele afirmou que a HTP não é cumprida na sua totalidade. “Hoje, para os professores terem direito à HTP, tem que cumprir uma instrução normativa da Seduc que obriga a fazer o compartilhamento da carga horária em outra escola. Há professores, inclusive, que precisam se desdobrar para três escolas”, explicou, lembrando ainda que os professores do 1º ao 5º ano, bem como do processo seletivo, sequer têm direito ao benefício.

Numa rápida conta feita pelo deputado, calculando as despesas dos professores, foi identificado que eles gastam uma média de R$ 110 com transporte de casa para a escola e R$ 200 com alimentação. “Prejuízos que os educadores têm todos os meses e que pesam muito no orçamento, já que ganham cerca de R$ 1.345 por carga horária”, informou.

José Ricardo lembrou que a data-base dos professores era para o dia 1º de março, estando o Sindicato dos Professores em diálogo com o Governo, pleiteando 15% de reajuste. “Esperamos somente que não se repita o reajuste do ano passado, que foi de apenas 6%”.

E cobrou do Governo reajuste justo e acima da inflação para os professores, afirmando que há recursos para isso, se houver vontade política. Nos últimos cinco anos (2008 a 2012), os professores tiveram 26% de reajuste, enquanto que o salário mínimo aumentou 49,8% nesse mesmo período; a cesta básica, 31%; e o Orçamento do Estado, 67%, sendo que somente o destinado à educação cresceu 78,3%. Ele ressaltou ainda que muitas prefeituras do interior do Estado alegam que não podem pagar o piso nacional, mas que irá encaminhar todas as denúncias que chegarem ao seu conhecimento ao Ministério Público do Estado.

Projeto da transparência – cobrança pela sanção
O deputado cobrou também nesta quarta que o governador do Estado sancione o seu Projeto de Lei aprovado na semana passada na Assembleia Legislativa, que trata sobre a fiscalização, a transparência e o controle social nos gastos públicos. “Uma obrigação dos Estados e municípios e um direito da população”.

Ele explicou que o artigo 45 da Lei nº 12.527/2011 – Lei de Acesso à Informação – prevê que os estados e os municípios têm que criar lei própria para a divulgação dos seus dados, detalhando receitas e despesas. Um dos princípios constitucionais, inclusive, fala da publicidade e da transparência dos gastos públicos, incluindo, executivo, legislativo e judiciário. Além disso, tem a Lei Capiberibe, Lei Complementar nº 131/2009, que também trata do assunto. “Meu projeto prevê prazos para essa regulamentação por parte do poder público. Não é algo de imediato. Esperamos que se transforme logo em lei. Caso contrário, será mais uma perda para a população”.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Liberação de papéis da ditadura é decisão histórica

Ordem unida no Planalto: todos os documentos sobre a ditadura militar – espero sem restrições em nome da segurança do Estado ou Nacional – de todos os ministérios, incluindo os militares, devem ser enviados ao Arquivo Nacional e liberados para consulta pública. É uma decisão histórica.

São milhares de documentos que estão retidos em ministérios, fora do alcance imediato do público, como informou o jornal Folha de S.Paulo no domingo.

O Ministério da Justiça vai determinar a outras pastas que enviem todo o acervo. Os papéis serão catalogados e abertos a consulta. São avisos, memorandos, ofícios, exposições de motivos e telegramas produzidos pelos altos governantes da ditadura, incluindo os ministros das Forças Armadas. Os documentos estão em pelo menos nove órgãos federais.

A Lei de Acesso à Informação obriga que documentos sejam tornados públicos, mas, até agora, esses papéis eram desconhecidos até mesmo por pesquisadores e pela Comissão da Verdade.

Agora, falta responsabilizar quem destruiu documentos oficiais, violando até as leis da ditadura. E falta reconstituir – ou pelo menos tentar – esses documentos. Para isso, uma subcomissão de especialistas deveria ser constituída pela Comissão da Verdade.

A Comissão da Verdade já constatou que houve queima ilegal de documentos e atas referentes à ditadura. Segundo a decisão da comissão, a queima de arquivos, provas, e documentos públicos por autoridades militares é criminosa e ilegal sob todos os pontos de vista – até mesmo à luz das legislações da ditadura.

MPF pede condenação de 11 envolvidos na Operação Albatroz

Alegações finais foram apresentadas na última sexta-feira (1º). MPF/AM pediu a condenação do ex-deputado Antônio Cordeiro, apontado como chefe da quadrilha.
 

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) pediu a condenação de 11 dos 12 réus denunciados na ação penal referente à Operação Albatroz, em alegações finais apresentadas na última sexta-feira (1º) à Justiça Federal. No processo, o grupo é acusado de praticar crimes contra o sistema financeiro por meio de remessas não declaradas de valores ao exterior.

A Operação Albatroz, comandada pela Polícia Federal, foi deflagrada no dia 11 de agosto de 2004 e investigava o desvio de R$ 500 milhões dos cofres públicos do Amazonas, por meio de licitações fraudulentas que envolviam empresas fictícias. Na ocasião da operação, 20 pessoas foram presas. A PF apontou como líder da quadrilha o ex-deputado estadual Antônio Cordeiro, que não foi preso porque possuía imunidade parlamentar. Na casa dele, foram apreendidos R$ 600 mil em dinheiro e mais um título ao portador no valor de R$ 1,5 milhão.

Nas alegações finais, o MPF/AM pediu a absolvição do réu Alfredo Paes dos Santos, ex-secretário de Estado da Fazenda e ex-secretário municipal de Finanças, por falta de provas. Para os demais acusados, o MPF pediu a condenação pelo crime de evasão de divisas, previsto no artigo 22 da Lei nº. 7492/1986 (Lei de Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional). O réu Mário Ricardo Farias Gomes também responde pela operação ilegal de empresa como instituição financeira, conforme o artigo 16 da mesma lei.

Entre os pedidos de condenação, está o do ex-deputado estadual Antônio Cordeiro e da mulher dele, Ednéia de Alencar Ribeiro Cordeiro. Durante as investigações, Cordeiro foi apontado como o chefe da quadrilha. Ele teve o mandato cassado pela Assembleia Legislativa do Amazonas em novembro do mesmo ano, por quebra de decoro parlamentar.

No dia 25 de abril de 2008, Cordeiro e Ednéia foram presos em casa, no condomínio Beethoven, na Ponta Negra. A prisão foi decretada pelo juiz da 2ª Vara da Justiça Federal, Ricardo Sales. Cinco dias depois, o casal foi libertadopor determinação da 3ª Turma de desembargadores do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília.

O processo tramita na 2ª Vara Federal no Amazonas, sob o número 2162-25.2008.4.01.3200.

Penas e multas – Os pedidos de condenação apresentados pelo MPF/AM nas alegações finais do processo preveem penas que variam de dois anos e seis meses a cinco anos e seis meses de prisão. Em alguns casos, o MPF entendeu que o mesmo crime foi cometido mais de uma vez e, por isso, pediu a aplicação das penas de acordo com o número de vezes que o crime foi praticado.

Além da pena de prisão, o MPF requer a condenação dos 11 réus ao pagamento de multas individuais que podem chegar a R$ 156 mil. A partir da apresentação das alegações finais do MPF, o processo deverá aguardar as alegações finais dos réus e então passará à análise do juiz para sentença.

Réus com pedido de condenação
  1. Antônio do Nascimento Cordeiro
  2. Carlos Alberto Taveira Cortez
  3. Edilson Barata Ribeiro
  4. Ednéia de Alencar Ribeiro Cordeiro
  5. Elmiro José Hallmann
  6. Isaltino José Barbosa Filho
  7. Jorge Abelardo Barbosa de Medeiros
  8. Lúcio Flávio Morais de Oliveira
  9. Mario Ricardo Farias Gomes
  10. Sérgio Born
  11. Stael Ferreira Braga Barbosa
Réu com pedido de absolvição: Alfredo Paes dos Santos
 
Fonte: http://www.d24am.com/noticias/amazonas/mpf-pede-condenacao-de-11-envolvidos-na-operacao-albatroz/81667

Brasil precisa esclarecer suspeitas sobre mortes de ex-presidentes

Está marcada para o próximo mês a exumação dos restos mortais do poeta chileno Pablo Neruda, morto em 1973, logo após o golpe de Estado feito por Augusto Pinochet. Essa tentativa de elucidar uma página macabra da história chilena nos lembra de que nós, aqui no Brasil, também temos de caminhar nessa mesma direção.

A exumação do corpo do poeta maior do Chile ocorre após o Partido Comunista do país recorrer à Justiça reivindicando a medida. Neruda fazia oposição ao governo militar e morreu 12 dias após o golpe.

O caso está sendo investigado desde 2011. O ex-motorista do escritor denunciou que ele foi assassinado com uma injeção letal. Pela versão oficial, ele morreu por causa de câncer na próstata.

 
Aqui no Brasil, também temos muito o que investigar e avançar no esclarecimento dos desaparecimentos e acidentes mortais durante a ditadura. Entre eles, estão as mortes dos ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubitscheck.

Oficialmente, Jango morreu de ataque cardíaco, em 1976. Mas a família suspeita que ele tenha sido assassinado pela Operação Condor. Em 2008, a Folha de S. Paulo entrevistou um ex-agente do serviço uruguaio que sustentou que Jango foi morto foi ordem de Sérgio Fleury, delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). Uma comissão da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul concluiu que eram fortes os indícios de assassinato.

 
 
Juscelino também morreu em 1976, oficialmente num acidente de carro. A Comissão da Verdade da seção mineira da Ordem dos Advogados do Brasil contesta tal versão e aponta furos nas investigações. Teria havido, na verdade, um atentado.

Não existe nada conclusivo ainda. O importante é que as investigações ocorram ou continuem, para que possamos, enfim, ter certeza da verdade.

Fotos: Galeria de Presidentes/Governo do Brasil


Secretário de Justiça é exonerado do cargo após crise no sistema prisional

Márcio Rys Meirelles de Miranda não resistiu aos sucessivos casos de rebelião e fugas nos presídios de Manaus. Entre eles a fuga de 42 presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim.


No cargo desde 13 de maio de 2012, o secretário de Estado da Justiça e Direitos Humanos (Sejus), Márcio Rys Meirelles de Miranda, foi exonerado nesta quarta-feira (6).

Meirelles não resistiu aos sucessivos casos de rebelião e fugas nos presídios de Manaus. Os dois mais recentes foram a fuga de 42 presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no quilômetro 8 da Rodovia BR-174 (Manaus/Boa Vista), no último sábado, e um princípio de rebelião na ala feminina da mesma penitenciária na tarde desta quarta-feira. A exoneração será publicada na edição desta quinta-feira (7) do Diário Oficial do Estado.

Meirelles assumiu o cargo prometendo transparência, ampliação das chances de capacitação dos presos e valorização dos direitos humanos dentro dos presídios.

Formado em Direito e Administração, além de ter mestrado em Segurança Pública, há seis anos é membro do Conselho Penitenciário do Estado do Amazonas. Não conseguiu cumprir as metas.

Ele era responsável pela gestão de sete complexos penitenciários na capital e interior do Estado. O novo secretário deverá ser nomeado amanhã pelo governo.
Fonte: http://www.d24am.com/noticias/amazonas/secretario-de-justica-e-exonerado-do-cargo-apos-crise-no-sistema-prisional/81713?utm_medium=facebook&utm_source=twitterfeed

Mulheres petistas vibraram com a aprovação da paridade de gênero

A reforma do Estatuto do PT aconteceu em clima de comoção na segunda noite (2) do 4º Congresso Nacional do PT e garantiu maior participação das mulheres na política.

Ministra Maria do Rosário discursa após a conquista da paridade na política petista.

O Partido aprovou por maioria indiscutível a paridade de gênero, prevendo participação feminina de 50% na composição das direções, delegações, comissões e cargos com funções específicas de secretarias.

Com um discurso emocionado a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) recordou a luta das mulheres petistas para conquistar espaço na política. “Alô mulherada! Esperamos 20 anos! Agora estamos aqui agradecidas aos companheiros e companheiras que souberam compreender a luta das mulheres dentro do PT. Mulheres do campo e da cidade, mulheres indígenas, brancas e negras que construíram esse Partido. Nós mulheres amanhã estaremos nas ruas dizendo que mais uma vez o PT diz sim para as mulheres”, exaltou.

A secretária nacional da juventude da Presidência da República, Severine Macedo, lembrou que o PT foi o Partido precursor ao estabelecer a cota de 30% de mulheres na direção do Partido. “Essa luta foi travada a muitos anos, primeiro aprovando a cota de 30% para as mulheres, o que qualificou muito a participação das mulheres nos espaços do PT. E o partido sai na frente mais uma vez, reconhecendo que tem que ter uma aposta igualitária entre homens e mulheres, cavando espaços de poder, espaços de decisão. O PT sai ganhando e com o PT ganhando, ganha a sociedade brasileira”, afirmou.

A militante Marccella Berte diz que o PT constrói e se aplica na sociedade. “Acho que a participação das mulheres e a garantia de paridade é essencial para que a gente equipare uma realidade que já se dá na sociedade no partido político . Não nascemos prontas, mas acho que as mulheres tem um poder imenso de dirigir o Partido, dirigir a política e mudar o país”.

A secretária nacional de Mulheres do PT, Laisy Morière, se emocionou ao relembrar a luta das mulheres no Partido ao longo dos 31 anos. “Estou muito emocionada porque essa é uma vitória das mulheres. Agora nós temos um desafio de formar as mulheres do PT para que elas possam estar nas direções representando o PT cada dia melhor e mais conscientes do que estão fazendo”, disse.

A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, ressaltou que o PT é um partido igualitário. “O PT quer igualdade para toda sociedade brasileira e ele começa em casa, e igualdade começa mesmo em casa e com respeito. As mulheres do PT construíram muitas vitórias e inclusive a vitória tão bonita e histórica de Dilma Rousseff presidenta da República. Hoje nós demos um passo muito importante, a paridade do PT vai ter grande influência no parlamento e na sociedade brasileira como um todo. Estou vibrando com essa vitória”.

Para a deputada federal Janete Pietá (PT-SP), o PT avança novamente enquanto Partido. “A paridade significa um grande avanço, uma inovação. O PT continua sendo o precursor de todos os projetos que trabalham o fim da desigualdade. Agora nossa tarefa é organizar junto à Direção Nacional a construção dessa paridade”.

A deputada federal Fátima Bezerra (PT-RN) acredita que a iniciativa do PT em ampliar os espaços de participação das mulheres terá influência no país. “Vamos celebrar uma conquista que tem um caráter de cunho social político muito importante para a vida organizativa do nosso Partido. Essa decisão histórica que o PT acaba de tomar vai influenciar diretamente na luta a nível nacional para que tenhamos mais mulheres na política, porque lugar de mulher é na política, é no poder”.
 
Fonte: http://www.enfpt.org.br/node/402

Londrina aprova conselho de transparência e controle social

A Câmara Municipal de Londrina aprovou em 19 de dezembro de 2012 projeto de lei que organiza a Política Municipal de Transparência e Controle Social, com objetivo de debater e sugerir medidas de aperfeiçoamento dos métodos e sistemas de controle e incremento da transparência na gestão da Administração Pública, atendendo a Lei de Acesso à Informação ( Lei 12.527/2012).

A iniciativa prevê ainda a criação de um Conselho Municipal de Transparência e Controle Social, composto por 20 membros, sendo oito representantes da sociedade civil; seis dos Conselhos de Políticas Públicas e seis do Poder Público Municipal.

Entre as principais propostas e diretrizes da 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social (1ª Consocial) está a criação, nas três esferas de governo, de conselhos com poder deliberativo sobre políticas públicas específicas, com participação de representantes da sociedade civil e do poder público. A autonomia dos conselhos de políticas públicas e a garantia de infraestrutura adequada e fácil acesso para o funcionamento dos conselhos também são pleitos da Consocial.

José Ricardo cobra políticas efetivas do Governo para as mulheres

Na Semana Internacional da Mulher, o deputado José Ricardo Wendling (PT) cobrou do Governo do Estado políticas públicas efetivas para garantir os direitos das mulheres, como valorização para as professores, saúde pública eficiente, criação de clínicas de recuperação para dependentes químicas e discussão sobre os destinos do Orçamento Público, por meio de Audiências Públicas.


Ele apóia a criação de uma Secretaria de Estado das Mulheres, mas defende que o órgão funcione e que tenha articulação interna para garantir a efetivação das ações. “Se essa Secretaria não tiver forças, será apenas mais um local para se criar cargos públicos”, disse ele, comparando com a Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), onde há poucas ações efetivas para os jovens.


Para o deputado, se o Governo quer homenagear as mulheres, deve garantir uma saúde pública que funcione efetivamente. “Mas sabemos que hoje as mulheres sofrem pelos corredores dos hospitais, inclusive, no próprio Instituto da Mulher, em busca de consultas, exames e cirurgias. O caso é pior ainda quando se trata das gestantes, que peregrinam pelas maternidades”. E lembrou da triste realidade mulheres dependentes químicas, que não têm um centro público de recuperação e tratamento, apenas algumas iniciativas de igrejas e entidades sociais.


A atual situação das professoras também foi abordada pelo parlamentar, enfatizando que não têm direito a vale-transporte, vale-alimentação e plano de saúde. “E vale lembrar que as mulheres são a grande maioria na educação”.


E finalizou que é preciso cobrar as responsabilidades do poder público. No caso do Orçamento Estadual, o Governo nunca chamou as mulheres para discutir em audiências públicas o rumo dos recursos. “Esse dinheiro não é do governador, é do povo, que tem o direito de ser ouvido e de propor as suas prioridades. Mas o que vemos aqui na Assembleia Legislativa são atitudes antidemocráticas da maioria dos deputados da base aliada, que derruba as emendas parlamentares, por ordens do governador”, complementou.


Fonte: Assessoria de Comunicação.

Controle social - Francisco Praciano*


No último sábado estive em Coari, juntamente com o deputado estadual Luis Castro, para participar da instalação de uma Associação denominada Conselho de Cidadãos de Coari (Concico).

A criação do Concico foi uma iniciativa de inúmeros moradores daquele município que, de acordo com o que muitos deles me disseram, não aguentam mais ver a cidade em que vivem e trabalham ser notícia nacional por conta de escândalos de corrupção. Em razão disso, reuniram-se e, com o apoio de entidades representativas da sociedade civil e das igrejas católica e evangélica da cidade, fundaram o referido Conselho de Cidadãos, a fim de poderem participar, de forma mais efetiva, da fiscalização dos recursos públicos, denunciando ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Poder Judiciário, as irregularidades na aplicação desses recursos.

Conforme pode ser visto no Portal da Transparência da CGU, na internet, o município de Coari recebeu da União, nos últimos 5 anos (2008 a 2012), somente em razão dos royalties do petróleo, mais de R$ 312 milhões, enquanto que as três maiores cidades do interior do Amazonas (Parintins, Itacoatiara e Manacapuru) receberam, juntas, pouco mais de R$ 5 milhões.

Nos últimos cinco anos, Coari recebeu, portanto, 60 (sessenta) vezes mais recursos de royalties do que receberam, juntos, os municípios de Parintins, Itacoatiara e Manacapuru. Apesar disso, Coari ostenta alguns dos piores índices dentre os municípios do Estado – principalmente nas áreas da educação, da saúde e do saneamento básico – decorrentes da má administração e do mau uso dos seus recursos públicos.

É conhecido o provérbio “é o olho do dono que engorda o boi”. Por isso, nada melhor do que a própria sociedade civil exercer o controle social e participar, diretamente, dos processos de planejamento e monitoramento dos gastos que são feitos com o dinheiro que a ela pertence. Espero, sinceramente, que esse seja o começo de uma nova história em Coari..

* Deputado Federal pelo PT-Am.

EXEMPLO DE SUPERAÇÃO: De porteiro a professor.

Mesmo com uma rotina tão exigente, Erwin conseguiu se manter entre os melhores alunos da instituição. Para tornar o sonho possível, recebeu ...