A Polícia Federal deflagrou, na manhã de sexta-feira (15/5), a Operação Sem Refino, que apura a atuação de um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de usar uma complexa estrutura empresarial e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. A ação tem entre os alvos o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).
A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros dos investigados, além da suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas. O valor chama atenção por estar entre os maiores bloqueios patrimoniais já realizados em investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Ao todo, policiais federais cumpriram 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação também resultou na inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localização e prisão internacional de foragidos.
Segundo a PF, as apurações identificaram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de uma refinaria vinculada ao grupo econômico investigado.
A operação integra as investigações conduzidas no âmbito da ADPF 635/RJ, ação que trata da atuação de organizações criminosas e de possíveis conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro. A Receita Federal presta apoio técnico às diligências.

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