Novos direitos das domésticas começam a valer amanhã

Fonte: Agência Brasil
Com a publicação da PEC das Domésticas no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (3), passam a valer a jornada de trabalho de 44 horas semanais, com o limite de 8 horas diárias, e o pagamento de hora extra. Outros pontos como seguro-desemprego, FGTS e adicional noturno, por exemplo, ainda dependem de normatização.

Parlamentares do PT entram agora com Ação Popular contra o reajuste da tarifa de ônibus


Os parlamentes do PT - deputado estadual José Ricardo Wendling, o deputado federal Praciano e os vereadores Waldemir José, Bibiano Garcia e Rosi Matos – não desistem de lutar pela suspensão do reajuste de ônibus. Na manhã desta terça-feira (2), eles ingressaram com Ação Popular no Fórum Henock Reis pedindo o cancelamento do novo aumento do transporte, de R$ 3, que passou a vigorar na cidade desde o último sábado (30).
 
No último dia 28 (Quinta-Feira Santa), eles visitaram o promotor plantonista do Ministério Público do Estado (MPE), Alessandro Sanmartin, e ingressarem com uma representação no plantão do MPE contra mais um reajuste da tarifa de ônibus. Na ocasião, o promotor acatou o pedido da representação e ingressou com Ação na Justiça para suspender o aumento da tarifa. “Uma primeira vitória. O MPE está de parabéns, mostrando que está a favor da população”, declararam.

Porém, a juíza plantonista da Vara da Fazenda Pública, Onilza Abreu Gerth, não acatou o pedido de liminar do MPE e manteve a tarifa em R$ 3, pedindo apenas informações da Prefeitura sobre os motivos que levaram a concessão do reajuste, num prazo de 72 horas.

“Agora, iremos lutar para que a Justiça acate o nosso pedido, com a Ação Popular protocolada hoje no Fórum Henock Reis, para que esse reajuste abusivo seja cancelado o mais rápido possível”, esperam os petistas.

Para eles, os dados apresentados na planilha de custo são estimados, e não reais, além das empresas não cumprirem minimamente o contrato de concessão e faltar transparência do cálculo da tarifa, a fim de que se justifique mais um reajuste da passagem de ônibus.


No dia 20 de março de 2013, os parlamentares ingressaram com uma primeira representação contra o reajuste da tarifa, mas na sede do MPE.


O teatro do transporte

Para o deputado José Ricardo, a aumento da tarifa do transporte lembra um teatro, um jogo de faz de conta. Porque os empresários pedem um reajuste maior; a Prefeitura, num primeiro momento, diz que não dará o aumento; mas depois concede o reajuste menor, mas que atende aos interesses dos empresários. “Um verdadeiro teatro. Os empresários não foram a público dizer que com a nova tarifa de R$ 3 irão quebrar. Porque eles pediam R$ 3,50”.

O parlamentar disse ficar imaginando como se deu esse reajuste. “Os assessores do prefeito devem ter dito, primeiramente, para que o aumento foi efetivado no dia 31 de março. Mas ele deve ter dito que não, porque era dia do golpe militar, e não queria que o povo achasse que ele estava dando um golpe na cidade. Depois devem ter falado no dia 1º de abril, início de mês. Mas o prefeito também não aceitou, por ser considerado o dia da mentira. Então, alguém deve ter sugerido conceder o reajuste na véspera de feriado, assim como sempre fez o Amazonino, o que foi, prontamente, acatado. Um aumento sem discussão, sem audiência pública. Um ato abusivo”, observou ele, já que nem mesmo os vereadores de situação sabiam sobre as justificativas para o reajuste.

Revisão do ICMS sobre o combustível

José Ricardo cobrou, mais uma vez, que a Assembleia Legislativa reveja o incentivo fiscal concedido pelo Governo do Estado sobre o ICMS do combustível dos ônibus. De 2008 a 2012, foram mais de R$ 130 milhões em renúncia fiscal às empresas de transporte, sem nunca ter sido cumprido qualquer contrapartida. “Todos os anos, o que temos é o reajuste da tarifa. Precisamos buscar exigências para essa renúncia fiscal”.

Justificativas da Ação e da Representação

Tanto na Representação quanto na Ação Popular, os petistas alegam que a população pode estar, mais uma vez, sendo lesada pela falta de transparência. E consideram a necessidade de se verificar se as empresas concessionárias do serviço de transporte estão cumprindo os requisitos dos artigos 181 e 258 da Lei Orgânica do Município (Lomam), que prevê, respectivamente: até abril de cada ano, são obrigadas a encaminhar à Prefeitura e à CMM cópia do balanço financeiro-patrimonial do ano anterior, acompanhado do balancete analítico de 31 de dezembro; a renovação da frota disponível na proporção de 25% ao ano, além de serem obrigadas a apresentar, tanto ao executivo quanto à Câmara, ao final de cada bimestre, as certidões de quitação de débitos com o ISS e INSS e todos os impostos exigidos pelo processo de licitação.

“Sabemos que todos esses itens, que geram até rompimento do contrato, nunca foram cumpridos pelas empresas. Por isso, não podemos aceitar esse aumento abusivo que só irá penalizar mais ainda o usuário do sistema de transporte, ou seja, os cidadãos mais pobres da cidade”, declaram os parlamentares.

Eles embasam esse argumento com outros itens que nunca foram cumpridos: o Governo do Estado, com a aprovação da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), concede incentivo fiscal de ICMS sobre o combustível das empresas de ônibus – mais de R$ 130 milhões, de 2008 a 2012, tendo como contrapartida a manutenção da tarifa; além da população pagar R$ 0,05 a mais em cada passagem, tendo como alegação a modernização do sistema por parte da Prefeitura.

“Os empresários sempre pedem reajuste da tarifa, além de não terem repassado esses R$ 0,05, que representa mais de R$ 20 milhões, para a Prefeitura modernizar o sistema”, explicam. José Ricardo vem cobrando que a Assembleia realize debate para rediscutir a manutenção do incentivo sobre o ICMS, já que defende o seu cancelamento por descumprimento da contrapartida.

E mais: o povo sofre, todos os dias, com a falta de ônibus nos momentos de pico, tendo como consequência a superlotação de coletivos; há constantes atrasos nos itinerários, assim como há inúmeras substituições de veículos, o que denuncia a precariedade da frota; os terminais continuam sem condições mínimas para atender a população, como ainda as paradas de ônibus permanecem em total precariedade e ausência de informações a respeito das linhas e horários de ônibus.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Waldemir apoia ação do MPE contra o aumento da tarifa do ônibus


O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Waldemir José, durante o Pequeno Expediente da Sessão Plenária de hoje (02), lamentou a atitude da juíza plantonista da área cível Onilza Abreu, por ter negado o pedido de liminar do Ministério Público do Estado (MPE) para revogação do reajuste da tarifa do transporte coletivo para R$3,00 em vigor desde o último sábado.

Diante do indeferimento da juíza da área civil Oniza Abreu Gerth ao pedido feito pelo MPE para suspender o reajuste da tarifa de R$3,00 que entrou em vigor no último sábado (30), o promotor plantonista Alessandro Samartin de Gouveia entrou com um pedido de reconsideração desta decisão na tentativa de novamente voltar o valor da tarifa para R$2,75.

Em sua solicitação, o promotor justifica que a decisão da juíza, quanto ao pedido de revogação do reajuste da tarifa, desprestigia o interesse da população da cidade de Manaus e promove um possível enriquecimento das empresas, além de causar maiores prejuízos aos usuários do transporte coletivo que terão que comprometer grande parte de seu recurso financeiro em razão de uma medida tomada pelo Executivo Manucipal sem o devido respeito aos princípios constitucionais da legalidade e publicidade.

Para o vereador Waldemir José, o argumento do promotor Alessandro Samartin sintetiza muito bem o que ele pensa sobre esse assunto, pois sempre atuou para que o processo de aumento da tarifa do sistema de transporte da cidade tivesse a participação incisiva da sociedade cívil organizada e também da Câmara Municipal. “Desde o início do mandato do prefeito Arthur Neto (PSDB), proponho a criação de uma comissão paritária, de audiências públicas e de diálogos abertos com a população para tratarmos do preço justo da passagem de ônibus. Sempre defendi a transparência nas ações do Executivo e Legislativo”, salientou.

Finte: Assessoria de Comunicação

Imperatriz anuncia Carnaval com enredo sobre Zico

Zico mostrou certa timidez, mas acompanhou a porta-bandeira da escola no samba

Depois da homenagem pelo aniversário de 60 anos, Zico se prepara para outra grande festa. O ex-camisa 10 do Flamengo será o enredo do Carnaval da Imperatriz Leopoldinense para 2014. A escola do grupo especial do Rio de Janeiro anunciou o tributo na manha desta terça-feira no CFZ, com direito ao ídolo rubro-negro caindo no samba.

O ex-jogador chegou a sambar com certa timidez ao lado da porta-bandeira da Imperatriz. Depois, “regeu” a bateria da escola, que tocou ao final do evento. Apesar de ter o costume de desfilar na Beija-Flor e não decepcionar no samba, o ex-camisa 10 da Gávea não chegou ao ponto de mostrar a mesma intimidade com o ritmo que tinha com a bola. 

Diretoria do jornal pede desculpas a torcedores do Flamengo

Dissica Calderaro recebe representantes da torcida do Flamengo
O diretor-presidente do Sistema A Crítica de Rádio, Dissica Tomaz Calderaro, recebeu representantes das torcidas organizadas do Flamengo em Manaus para pedir oficialmente desculpas pelo episódio negativo envolvendo erro na divulgação do nome do clube em tabela publicada na edição de segunda-feira (1º) do Craque.

Dissica também enviou uma carta ao presidente do clube, Eduardo Bandeira, pedindo perdão pela falha cometida na atualização da tabela e reafirmando o respeito da parte da empresa para com o clube rubro-negro e com a numerosa e apaixonada torcida, composta por cerca de 40 milhões de pessoas. “É uma falha injustificável e já tomamos medidas internas para punir os envolvidos. Erramos feio e não temos outra atitude a não ser pedir humildemente desculpas pelo episódio”, afirmou Dissica.

O diretor ressaltou que a maior prova de que não houve intenção de ofender o time é que todos os integrantes de sua família torcem pelo Flamengo. “A CRÍTICA tem 63 anos de história fundamentada, sobretudo, na qualidade da informação e no respeito ao leitor. A família Calderaro inteira torce para o Flamengo, desde o meu avô (Umberto Calderaro), passando pela minha avó (Ritta Calderaro), além de mim e meus irmãos e sobrinhos. Não é uma falha pontual que vai botar tudo isso a perder”, complementou o dirigente.

As viúvas de 64 continuam a chorar pela "revolução" de 1º de abril


Neste fim de semana (domingo), 31 de março, completaram-se 49 anos do malfadado golpe militar que, na verdade, foi a 1º de abril de 1964. Os militares que o deflagraram, implantando 21 anos de ditadura, inicialmente tiveram o desplante de chamá-lo de "revolução" - alguns chamam até agora. O golpe, felizmente, não é mais comemorado com ordens do dia de enaltecimento nos quartéis desde o final do governo Lula.

Mas um grupo de militares da reserva não deixou a data passar em branco e, ainda, escreveu um virulento manifesto contra a Comissão Nacional da Verdade (CNV). Entidades que congregam integrantes das Forças Armadas divulgaram um documento que presta 'homenagens' ao aniversário de 49 anos do golpe militar de 31 de março, quando foi quebrada a legalidade e deposto o presidente constitucional, João Goulart, o Jango.

Uma carta assinada pelos presidentes dos Clubes Militar, Naval e da Aeronáutica critica os trabalhos da CNV e chama seus integrantes de "totalitários" e de "democratas arrivistas". A carta afirma: "Não venham, agora, os democratas arrivistas, arautos da mentira, pretender dar lições de democracia. Disfarçados de democratas, continuam a ser os totalitários de sempre." Quase meio século depois, a linguagem deles continua a mesma... E homenagear a quebra da legalidade, o ato de rasgar a Constituição?

Estes militares da reserva são as viúvas da ditadura. Eles que mal ingressavam nos quartéis quando seus superiores deram o golpe ainda orquestram resistência à Comissão Nacional da Verdade, porque sabem que ela tem muito a fazer. Inclusive sobre os desaparecidos políticos e os documentos oficiais ilegal e criminosamente destruídos para ocultar os responsáveis pelas torturas e assassinatos seguidos de desaparecimentos dos cadáveres.

Viuvez, retórica e atos de saudosismos já deviam estar sepultados

Cometeram - e eles sabem disso, daí o medo que têm - crimes hediondos e imprescritíveis assim enquadrados por toda a legislação internacional. Daí esta reação doentia dos que hoje na reserva temem a verdade histórica que os levará ao banco dos réus dos tribunais internacionais e a responder, mais cedo ou mais tarde, à justiça no Brasil.

Suas lágrimas de viúvas não comovem, sua retórica e atos de saudosismo, sim, já deviam estar sepultados. O veredito sobre o golpe já foi dado pelo povo brasileiro e pela Assembleia Nacional Constituinte de 1988. Falta, agora, consolidar a profissionalização das Forças Armadas com as reformas iniciadas na criação do Ministério da Defesa.

Começadas, reconheça-se, mas há muito ainda a fazer na educação ministrada na formação da tropa e nos currículos das escolas militares, no controle e na transparência das promoções e dos orçamentos, nos serviços de Inteligência, e na implantação da nova doutrina de defesa nacional que exige vultosos investimentos para a modernização do nosso poder militar defensivo nacional.

Prazo para contratação do Programa Caminho da Escola é reaberto até o final de 2013


Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu reabrir, até dezembro de 2013, o prazo para a contratação de operações de financiamento no âmbito do Programa Caminho da Escola. A decisão, tomada hoje (28), vai permitir que estados e municípios ampliem e renovem a frota para o transporte de alunos das escolas públicas no ensino básico com a aquisição de ônibus e embarcações. 

Conforme a redação vigente, estava autorizada a contratação de novas operações de crédito até 31 de dezembro de 2012 no valor global de até R$ 900 milhões, por meio de linha do BNDES. Para continuar atendendo à demanda de financiamentos, o CMN autorizou a reabertura do prazo até 31 de dezembro deste ano.

Houve adequação dos custos dos financiamentos para o tomador, sendo que a taxa de juros foi reduzida de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) acrescida de spread bancário (diferença entre a taxa de captação de recursos pelos bancos e a cobrada dos clientes) limitada a 4 % ao ano para TLJP acrescida de spread bancário limitado a 2% ao ano.

Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), gestor dos programas de transporte de alunos no Brasil, o número de operações efetivadas com financiamento para aquisição de veículos no programa equivale a 10% do total de operações.

Edição: Fábio Massalli

Parlamentares do PT ingressarão com uma Ação Popular contra o aumento da tarifa de ônibus


Por ocasião do aumento da tarifa do transporte coletivo da cidade para R$3,00 que entrou em vigor no último sábado (30), o líder do Partido dos Trabalhadores (PT), vereador Waldemir José, anunciou nesta manhã (01) que entrará, juntamente com os demais membros da bancada petista na Câmara Municipal de Manaus (CMM) Rosi Matos e Prof. Bibiano, além do deputado estadual José Ricardo e do deputado federal Praciano, ambos do PT, com uma Ação Popular no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para anular esse reajuste.

De acordo com o prefeito Arthur Neto (PSDB), o novo aumento de 9,09% na passagem do ônibus convencional da cidade é resultado de um estudo realizado pela própria Prefeitura e disse, ainda, que o aumento estava previsto no contrato entre as empresas e o Executivo Municipal.

Para o vereador Waldemir José, essa ação tomada pela Prefeitura é pior do que as ações executadas pela administração anterior. O atual prefeito anuncia o aumento da tarifa sem aviso prévio. "Para surpresa de todos nós, Arthur Neto de forma unilateral, anunciou durante a noite e em véspera de feriado prolongado, o aumento da passagem de ônibus. Sem ouvir, apesar dos apelos, a população", disse o líder petista relembrando as várias solicitações feitas por ele, para que houvesse um diálogo com a sociedade sobre o preço justo da tarifa. 

Além disso, o vereador rebateu as justificativas do Prefeito de que o reajuste está previsto em contrato, por isso, a obrigatoriedade do aumento. "O administração municipal alega que o motivo é o contrato. Mas esse mesmo contrato prevê vários benefícios para a população e para os trabalhadores do sistema de transporte que não são levados em consideração, tanto pelos empresários como pelo Executivo", argumentou.

Por esses motivos, os parlamentares petistas vão solicitar apoio da Justiça do Estado, por meio de uma Ação Popular que contará com o apoio da sociedade civil organizada, para anular o aumento da tarifa de ônibus.

ENTENDA AÇÃO POPULAR

A Ação Popular concede ao cidadão o direito de ir à juízo por meio de petição para tentar invalidar atos administrativos praticados pela Administração Pública que ofenda o patrimônio público, a moralidade Pública e o meio ambiente. Pode ser de forma preventiva a evitar que o ato aconteça causando danos.

APELO Á PREFEITURA

Durante seu discurso na Sessão Plenária desta manhã (01), o líder do PT relembrou que desde o início da gestão de Arthur Neto solicita a realização de audiência pública, além da formação de uma comissão paritária formada por representantes de diversos setores da sociedade manauense para discutir sobre o preço justo da tarifa do transporte coletivo da cidade. " Uma das minhas primeiras ações este ano foi, em visita à Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU), solicitar do Sr. Pedro Carvalho a formação de uma comissão paritária para tratar o valor real da tarifa. Além disso, o prefeito afirmou,durante a leitura da Mensagem do Executivo à CMM, que acataria essa solicitação. Mas infelizmente o que vimos foi o contrário: aumentou a tarifa sem ouvir a população" , concluiu. 

Fonte: Assessoria de Comunicação

Estudantes negros têm maior probabilidade de insucesso na escola, dizem pesquisas


Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

Duas pesquisas da Universidade de São Paulo indicam que alunos negros têm maior possibilidade de fracassar na escola do que os brancos. Para os pesquisadores o menor êxito dos negros é resultado de condições socioeconômicas. Contribuem também fatores culturais. Um deles é o preconceito desenvolvido por professores. Pequena parte deles acredita que os alunos negros terão, naturalmente, desempenho pior do que os brancos.

O conjunto de fatores determina que, quando os estudantes chegam ao 6º ano do ensino fundamental, 7% dos alunos brancos tenham mais de dois anos de atraso escolar, e entre os negros, o indicador chega a 14%. Os números são apresentados no artigo Fracasso Escolar e Desigualdade do Ensino Fundamental da pesquisadora Paula Louzano, publicado no relatório De Olho nas Metas de 2012, lançado pelo movimento Todos pela Educação.


O artigo é baseado no questionário socieconômico da Prova Brasil 2011, aplicada nacionalmente e respondido por 2,3 milhões de alunos do 5º ano. Dos alunos que responderam à questão de reprovação ou abandono da escola, um terço havia passado pela situação de insucesso na escola. Desses, 43% se autodeclararam pretos, 34% pardos e 27% brancos, segundo a denominação adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Paula Louzano afirma que os números gerais são alarmantes e o cenário se agrava mais para alguns grupos sociais. “A chance de isso [repetência ou abandono] acontecer não é distribuída igualmente entre grupos. Alguns tem processos mais tortuosos, o que está ligado também ao nível socioeconômico. A desigualdade que marca o Brasil se reproduz no sistema de educação”, diz a pesquisadora.


No Norte e no Nordeste, a probabilidade de um aluno preto repetir o ano ou abandonar a escola é respectivamente 53% e 52%. Para os alunos pardos, o índice chega a 47% e a 45%. Nas mesmas regiões, a possibilidade de fracasso entre alunos brancos é 46% na Região Norte e 44% na Região Nordeste. O Sudeste apresenta os menores índices nacionais, 36% para os alunos pretos, 27% para os pardos e 22% para os brancos.

A também pesquisadora Marília Carvalho faz pesquisas qualitativas. Segundo ela, é preciso esclarecer que o fracasso escolar não é do aluno, mas sim da escola que não foi capaz de dar ao estudante o nível de aprendizado e desempenho esperado para o período. Durante as pesquisas, ela observou que a cor autodeclarada pelo estudante está relacionada também ao seu desempenho.

“O processo de declaração diz respeito a autoimagem que a pessoa tem. No conjunto da sociedade, quanto mais escolarizada, com maior renda, a pessoa é clareada. O processo ocorre na escola. Quando as crianças vão bem, elas são clareadas, tanto para si mesmas quanto para professores e colegas”, diz Marília Carvalho.

Ela acrescenta que os próprios professores declararam que nunca tiveram a oportunidade de discutir questões raciais nem durante a formação, nem no espaço coletivo da escola. “Relações de racismo marcam a nossa sociedade. As crianças negras têm que enfrentar mais esta dificuldade na escola, têm que se afirmar a todo momento e gastam parte da energia que deveria ser voltada ao aprendizado para se defender”.

Edição: Beto Coura

Editais de 300 milhões selecionam projetos da agricultura familiar


Dois editais públicos lançados por órgãos do governo federal, com prazo até 30 de abril e mais de R$ 300 milhões em recursos, vão selecionar projetos da agricultura familiar. Serão financiados empreendimentos coletivos que melhorem a produção e comercialização dos produtos agrícolas. São editais com recursos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) - autarquia ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) -, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Fundação Banco do Brasil (FBB) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O edital nº 01 é do Programa Terra Forte, lançado pelo Incra, que vai investir R$ 300 milhões em financiamentos de projetos de cooperativas e associações que visem a implantação e/ou modernização de empreendimentos coletivos agroindustriais em projetos de assentamento da reforma agrária. Podem se inscrever entidades representantes de coletivos e associações de famílias de trabalhadores rurais assentados pelo Incra.

A intenção do edital é atender 200 cooperativas e associações, com valor médio de R$ 1,5 milhão por entidade. Neste ano, as cooperativas ainda terão mais uma oportunidade de subscrever seus pré-projetos, no segundo período - que vai de 1º de julho a 31 de agosto de 2013. O edital está disponível em www.incra.gov.br.

O outro edital é fruto de parceria entre a Conab e o BNDES. O objetivo é financiar projetos que contribuam para o fortalecimento social e econômico de organizações produtivas rurais de base familiar que fornecem alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ou para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ou que operem a Política de Garantia de Preço Mínimo dos Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio). Neste edital específico, serão oferecidos R$ 5 milhões para apoiar cooperativas e associações de agricultores familiares, sendo que cada entidade poderá obter até R$ 50 mil.

Informações edital Incra: www.incra.gov.br
Informações edital BNDES/Conab: www.conab.gov.br ouwww.bndes.gov.br
Fonte: Secom

"TODOS NEGROS": Policial conduzia sete homens amarrados pelo pescoço.

“Meu pai é trabalhador. Olha aqui a carteira dele.” Selma da Silva Santos chorava diante dos policiais, tentando provar que seu pai não era ...